Pulgas em cães e gatos: métodos variam conforme a gravidade da infestação; saiba mais
Para casos iniciais, shampoos antipulgas e soluções líquidas podem ajudar; para infestações estabelecidas, os medicamentos orais costumam ser mais eficazes

O aparecimento de parasitas é uma das maiores preocupações de quem convive com pets, principalmente em períodos de calor, quando a reprodução desses insetos se acelera. Mais do que um incômodo causado pela coceira, a presença de pulgas pode evoluir para quadros graves de anemia e dermatites alérgicas. E o sucesso do tratamento depende de uma ação conjunta: eliminar as pulgas que estão no animal e, ao mesmo tempo, higienizar o ambiente onde ele vive.
As pulgas têm uma capacidade reprodutiva impressionante: as fêmeas colocam de 200 a 600 ovos ao longo da vida. Por isso, identificar o problema cedo é vital. De acordo com o médico-veterinário Alessandro de Biagi, a observação constante é o melhor caminho:
"O ideal é analisar constantemente a pelagem do pet para identificar a presença do inseto. Em animais de pelo escuro, é preciso escová-los com cuidado em local iluminado para enxergar o parasita", explicou em entrevista.
Em casas com quintal, o uso de inseticidas específicos, sempre mantendo o pet afastado durante a aplicação, é necessário para acabar com os focos externos. A prevenção contínua, com o uso de coleiras antipulgas ou pipetas mensais, é a única forma de evitar que o ciclo se reinicie após um passeio ou contato com outros animais.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



