Amigas e amigos do Agro!
Assim que o texto do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) for aprovado pelo Congresso Nacional, o Brasil vai fazer uma visita ao Parlamento Europeu na tentativa de acelerar o processo entre os membros da UE.
Há de se lembrar que Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, países do Mercosul, também precisam de fazer a aprovação oficial do acordo, e ela é que vai valer junto ao Parlamento Europeu.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Associação Brasileira de Promoção e Exportações (Apex), Jorge Viana, são os organizadores dessa visita a Bruxelas.
Jorge Viana disse que “agora quem tem que conversar com o Parlamento é o Parlamento”.
O interessante é que as coisas estão sendo tratadas como se o Brasil ainda tivesse o presidente Lula na presidência do Mercosul. Hoje, quem preside o bloco sul americano é o presidente do Paraguai, Santiago Peña.
Por isso, é preciso ter cuidados políticos, porque Peña é um aliado de Javier Milei, presidente da Argentina, e ambos têm o mesmo peso de votos no Mercosul que o Brasil. Inclui-se também o Uruguai.
Bom ressaltar também que estamos tratando as cotas destinadas no acordo para exportação como se fossem para o Brasil, o que na verdade é para o Mercosul. Alguma coisa ainda pode agarrar por aqui.
E lembrando que um dos pontos que os europeus mais combatem nesse acordo é o desmatamento no Brasil.
Em março de 2023, num forum realizado na China, o presidente da Apex, Jorge Viana, em discurso, disse o seguinte:
“Quero dar números bem objetivos. Falei que 84 milhões de hectares foram desmatados. Para que essas áreas estão sendo usadas? 67 milhões de hectares para a pecuária; 6 milhões para agricultura de grãos. E 15 milhões são de florestas secundárias”.
Depois, Viana tentou dizer que foi mal interpretado. Só que hoje, tudo que se fala vai para a nuvem e fica à disposição de quem quiser ver!
E se ele for questionado no Parlamento Europeu? Vai dizer o quê?
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.