A perda de um globo ocular em cães, tecnicamente chamada de enucleação, é um procedimento que costuma gerar mais angústia nos tutores do que nos próprios pets. Seja em decorrência de glaucomas, traumas ou tumores, a transição para a vida monocular, com apenas um olho, mostra como
A principal mudança técnica na rotina de um
Mas o cérebro canino compensa essa falta rapidamente, utilizando outros sentidos para mapear o ambiente e manter a estabilidade. “A resiliência dos animais é notável; em poucas semanas, o pet já retoma suas atividades normais de correr e brincar”, destacam os protocolos de reabilitação.
Além disso, a partir do momento em que o cão se torna monocular, a proteção do olho saudável passa a ser a prioridade absoluta. Segundo a Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (Abfel), que também monitora a saúde ocular em lares compartilhados, qualquer sinal de vermelhidão, secreção ou opacidade no olho remanescente deve ser tratado como uma emergência máxima.
Como o animal agora depende exclusivamente dessa visão, visitas semestrais a um oftalmologista veterinário são recomendadas para monitorar a pressão intraocular e prevenir condições degenerativas.
A adaptação doméstica exige pequenos ajustes para garantir a segurança e evitar acidentes. Manter a disposição dos móveis sempre a mesma e proteger quinas são medidas essenciais para evitar ferimentos no “lado cego”.
Para garantir o bem-estar do cão pirata, a Itatiaia preparou três recomendações práticas básicas:
- O primeiro passo é garantir uma aproximação segura, sempre falando com o animal antes de tocá-lo para evitar sustos.
- Durante os passeios, mantenha o cão preferencialmente do lado onde ele enxerga ou use a guia curta para guiá-lo em obstáculos que estejam no seu ponto cego.
- Certifique-se de que não há galhos baixos no quintal ou quinas que possam ferir o olho saudável.