Conheça os principais antipulgas para garantir a saúde do seu pet

Animais podem desenvolver dermatites alérgicas, anemia e até depressão em casos de desconforto crônico

O uso inadequado do produto, como dosagens erradas ou aplicação em áreas incorretas, pode comprometer a eficácia e até causar intoxicações

As pulgas costumam ser associadas ao desconforto causado pela coceira, mas os riscos à saúde vão muito além disso.

Esses parasitas podem ser vetores de vermes como o Dipylidium caninum, uma tênia que afeta cães e gatos e, em casos raros, até humanos, principalmente crianças.

Segundo o Ministério da Saúde, “o controle de ectoparasitas é essencial para evitar zoonoses e preservar a saúde pública”.

Por isso, o combate às pulgas deve ser contínuo e integrado, envolvendo o pet, o ambiente e os demais animais da casa.

Muitos tutores acreditam que a infestação só ocorre em animais que saem para passear, mas até mesmo cães que vivem em apartamentos podem ser acometidos, já que as pulgas podem ser trazidas em roupas, sapatos ou pelo contato indireto com outros animais.

Outro ponto relevante é o cuidado com a aplicação correta dos antipulgas. O uso inadequado, como dosagens erradas ou aplicação em áreas incorretas, pode comprometer a eficácia e até causar intoxicações.

Para proteger seu animal de estimação, o antipulgas deve ser adequado, considerando o estilo de vida, idade e saúde do pet.

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Antipulgas disponíveis

Existem diversas opções de antipulgas no mercado, cada uma com suas particularidades. As principais são:

  • Pipetas: aplicadas na nuca do animal, e indicadas para cães com dificuldade em ingerir comprimidos. Elas devem ser reaplicadas mensalmente.
  • Coleiras: oferecem proteção prolongada de acordo com a marca. São ideais para cães que vivem em ambientes externos.
  • Comprimidos mastigáveis: como Bravecto, Simparic e NexGard, são palatáveis e protegem de 30 a 90 dias.
  • Sprays: ideais para filhotes, devem ser aplicados conforme o peso do animal e reaplicados mensalmente.
  • Shampoos e talcos: podem ser usados como complemento no tratamento, mas não substituem os métodos principais.

A bula e as instruções devem ser lidas com atenção, e é sempre recomendável conversar com o veterinário.

A veterinária e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Ana Letícia Campos, ressalta: “A automedicação é um erro comum entre tutores, que pode trazer riscos graves, especialmente quando há uso de produtos não licenciados ou genéricos de baixa qualidade”.

Além disso, o tratamento antipulgas deve ser regular e contínuo. Suspender o uso ao notar melhora pode abrir brecha para novas infestações.

Algumas marcas de coleiras, como Seresto, oferecem proteção por até oito meses, mas comprimidos e pipetas costumam requerer reaplicação mensal.

Essa periodicidade é importante para interromper o ciclo de vida das pulgas, que pode durar de semanas a meses, dependendo das condições ambientais.

Outro recurso que vem ganhando espaço é o uso de produtos naturais como complemento, como sprays com óleos essenciais (citronela, neem, lavanda).

Esses métodos, no entanto, não substituem os produtos convencionais e devem ser utilizados com orientação profissional.

A ONG Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) enfatiza que “embora alternativas naturais possam ser seguras, nem sempre são eficazes em casos de infestação severa”.

O combate às pulgas também está ligado ao bem-estar animal. Animais infestados podem desenvolver dermatites alérgicas, anemia e até depressão em casos de desconforto crônico.

A aplicação regular de antiparasitários, aliada a uma rotina de higiene e consultas veterinárias periódicas, garante não só a saúde do animal, mas também da família com quem ele convive.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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