Petisco para tutor e pet: empresa japonesa lança linha de alimentos para ambos os paladares

O diferencial está na ausência total de temperos artificiais, sal ou açúcares que poderiam prejudicar a saúde de cães e gatos

No Japão, os produtos são comercializados em embalagens práticas de 20g a 40g, com preços que variam entre 150 e 300 ienes, aproximadamente R$ 5,00 a R$ 10,00 em conversão direta para a moeda brasileira

Uma inovação no mercado pet japonês está chamando a atenção de tutores ao redor do mundo. A Morinaga, gigante do setor alimentício, lançou uma linha de petiscos formulados com ingredientes de “grau humano": isso significa que tanto os animais de estimação quanto seus donos podem comer o mesmo produto.

A proposta da empresa é fortalecer o vínculo afetivo durante os momentos de lazer e garantir que o alimento seja seguro para o metabolismo humano e, ao mesmo tempo, adequado às restrições digestivas de cães e gatos.

A nova linha da Morinaga, informa a empresa, tem texturas crocantes que lembram biscoitos e snacks tradicionais japoneses. O diferencial está no uso de farinha de trigo de alta qualidade, gorduras vegetais controladas e a ausência total de temperos artificiais, sal ou açúcares que poderiam prejudicar a saúde dos pets. Os sabores lançados são neutros e suaves, como leite e vegetais, “desenvolvidas para agradar o paladar dos cães sem serem enjoativas para os humanos”, diz o informativo da empresa.

No Japão, os produtos são comercializados em embalagens práticas de 20g a 40g, com preços que variam entre 150 e 300 ienes, aproximadamente R$ 5,00 a R$ 10,00 em conversão direta para a moeda brasileira.

Apesar da praticidade, o petisco não pode substituir a refeição principal. “O trato digestivo dos cães e gatos processa carboidratos e gorduras de forma diferente dos humanos. Mesmo um petisco seguro deve ser oferecido com moderação para evitar a obesidade”, explica um manual de nutrição animal da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP).

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A recomendação para os tutores brasileiros que desejam adotar essa prática é sempre verificar se o produto possui o selo de registro nos órgãos competentes e evitar compartilhar alimentos da própria dieta que não foram especificamente fabricados para esse fim.

Além disso, de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), um risco na alimentação de pets é a oferta de alimentos humanos que contêm temperos como alho, cebola ou excesso de sódio e açúcar. No caso da nova linha da Morinaga, a formulação exclui esses componentes tóxicos para os animais e usa bases neutras e nutrientes selecionados.

No Brasil, o setor de “pet food premium” já segue normas rígidas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para garantir que alimentos com apelo de “humanização” não comprometam a saúde renal e hepática dos pets.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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