Receber o diagnóstico de FeLV (Vírus da Leucemia Felina) gera uma dúvida enorme entre tutores: um gato FeLV positivo pode conviver com outros gatos? A resposta é sim, mas com cuidados específicos. A convivência não é automaticamente proibida, mas depende do
Em primeiro lugar, a FeLV é uma doença viral transmitida principalmente por contato próximo e prolongado, como pets se lambendo, compartilhamento de potes de comida e água, uso da mesma caixa de areia e mordidas. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o vírus “não sobrevive por muito tempo fora do organismo do gato”, o que torna a transmissão casual menos provável, mas a convivência íntima é um fator de risco real.
Ainda de acordo com o órgão, a FeLV não é transmitida para humanos ou outras espécies, mas exige um cuidado especial entre gatos para evitar novas infecções. A entidade reforça que gatos FeLV positivos podem ter boa qualidade de vida, desde que acompanhados corretamente.
A médica-veterinária Denise Simões, especialista em medicina felina, explica que “o maior erro é isolar o gato FeLV positivo sem necessidade ou informação”. Segundo ela, “o isolamento só é indicado quando há risco real de transmissão para gatos negativos. Fora isso, o foco deve ser bem-estar, acompanhamento clínico e ambiente controlado”.
A International Cat Care, referência internacional em saúde felina, concorda, e afirma que a convivência é possível quando todos os gatos do ambiente são FeLV positivos, pois não há risco adicional de transmissão. Já em lares mistos, com gatos negativos, a recomendação é não permitir o contato direto, mesmo que o gato negativo
O CRMV-SP alerta que o estresse é um fator agravante para gatos com FeLV. Em nota técnica, o órgão destaca que “ambientes empobrecidos, isolamento excessivo e mudanças constantes podem acelerar o aparecimento de sintomas clínicos”. Por isso, o cuidado deve equilibrar biossegurança e saúde emocional.
Importante lembrar que muitos gatos FeLV positivos permanecem assintomáticos por anos. Segundo a ABFel, com alimentação adequada, controle de parasitas, acompanhamento veterinário regular e ambiente interno, esses animais podem ter expectativa de vida prolongada e qualidade de vida comparável à de gatos negativos.
Em resumo: gato com FeLV pode conviver com outros gatos apenas quando todos compartilham o mesmo status sorológico. Em lares mistos, a separação é uma medida de proteção, não de punição. Informação, acompanhamento veterinário e manejo correto fazem toda a diferença.