Cão idoso espera há mais de 4 anos por adoção no Paraná; conheça a história de ‘Bobi’

Bobi vive há mais de quatro anos à espera de um novo lar no Centro Municipal de Saúde Animal da cidade de Apucarana, após ser resgatado das ruas em situação de abandono

O indiciamento foi baseado na análise técnica das imagens e em depoimentos que confirmaram o padrão de agressividade

A história de um cão idoso chamado Bobi tem comovido moradores do Paraná, na cidade de Apucarana, e levantado o debate sobre a dificuldade de encontrar novos lares para animais mais velhos. Bobi vive há mais de quatro anos à espera de um novo lar no Centro Municipal de Saúde Animal (Cemsa) da cidade de Apucarana, após ser resgatado das ruas em situação de abandono.

Mesmo com o esforço de voluntários e diversas campanhas de adoção realizadas pela prefeitura local, o cão faz parte de uma estatística comum em abrigos brasileiros: animais idosos ou com pelagem escura costumam ser os últimos a serem escolhidos pelos interessados.

Bobi, que hoje tem sinais de desgaste físico natural, é descrito pelos cuidadores como um animal dócil e que demanda apenas um espaço tranquilo e acolhedor para passar seus últimos anos.

A preferência por filhotes acaba deixando cães como Bobi em um estado de espera permanente. Segundo os responsáveis pelo canil, a adoção de um cão idoso é um ato de compaixão que exige maturidade do tutor para lidar com as necessidades específicas dessa fase da vida.

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Os benefícios e os cuidados na adoção de cães idosos

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a adoção de animais idosos traz vantagens comportamentais, uma vez que o temperamento do pet já é conhecido e consolidado, ao contrário de filhotes que ainda estão em fase de aprendizado.

“Cães idosos costumam ser mais calmos, adaptam-se facilmente a ambientes menores e já não possuem tanta energia para destruir móveis ou objetos, o que é ideal para famílias que buscam tranquilidade”, explica a entidade.

No entanto, o Guia de Bem-Estar Animal do Ministério da Saúde reforça que a adoção tardia exige responsabilidade financeira e estrutural. Animais senis frequentemente precisam de acompanhamento veterinário periódico para monitorar funções renais, cardíacas e articulares, como artrose.

Além disso, é muito importante uma dieta específica para animais idosos, com rações de alta digestibilidade e suplementos que auxiliem na manutenção da massa muscular e na saúde cognitiva do animal.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

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