Ouvindo...

Aquário comunitário: como fazer bettas conviverem com outros peixes

Conhecidos por temperamento territorial, principalmente os machos, espécie exige cuidados para evitar conflitos

Processo envolve escolha cuidadosa de espécies, tanque espaçoso, inserção estratégica e monitoramento contínuo

Criar um peixe betta em aquário comunitário é um grande desafio, pois ele é conhecido por seu temperamento territorial, especialmente os machos. Os tutores que pretendem combiná-los com outros companheiros de tanque, devem ter atenção. Apesar da fama de solitário, especialistas apontam que, com planejamento e espécies compatíveis, é possível criar um ambiente harmonioso que estimule o comportamento natural dos bettas sem causar estresse ou risco de agressão entre os peixes.

O The Spruce Pets, em publicação no portal, alerta que “machos devem sempre ser mantidos isolados; fêmeas podem viver em ‘sororities’, que são grupos femininos, mas apenas em tanques grandes e bem plantados”. Ou seja, tamanho, decoração e escolha de espécies são os fatores mais decisivos para um bom convívio num aquário comunitário.

Leia também

Espécies indicadas como companhia

Para evitar conflitos e garantir bem-estar, os tutores devem escolher peixes ou invertebrados que ocupem espaços distintos no aquário, não se confundam visualmente com o betta e não disputem comida. Alguns exemplos::

  • Corydoras (peixinhos-gato);
  • Tetras pequenos (neon, ember, rasboras);
  • Loaches (como kuhli loach);
  • Caracóis (nerite, trumpet, ramshorn);
  • Camarões (Amano, cherry, ghost shrimp).

Cuidados essenciais para um tanque comunitário equilibrado

  • Antes de adicionar novos moradores, invista em aquários de pelo menos 38 litros, o que permite separar territórios e oferecer espaço adequado a cada espécie;
  • Tanques bem decorados com plantas, cacheiros e esconderijos criam divisões visuais e zonas diferentes para os habitantes;
  • A ordem de introdução dos animais também importa: é recomendado inserir os companheiros antes do betta, para evitar que ele encare, em qualquer momento, o espaço como território exclusivo;
  • Após a montagem, os tutores devem acompanhar o comportamento dos peixes por algumas semanas;
  • Agressões sutis ou perseguições constantes podem indicar incompatibilidade e exigir a remoção de algum habitante;
  • Mesmo com tudo planejado, alguns fatores ainda podem inviabilizar a convivência. Bettas mais agressivos, por exemplo, ou com nadadeiras longas, tendem a atacar peixes ou invertebrados semelhantes;
  • Espécies que competem pelo mesmo espaço ou comida , como guppies coloridos ou peixes de barbatana longa, também não são recomendadas;
  • Por último, plantas artificiais e decorações pontiagudas podem irritar as nadadeiras do betta. Por fim, evite itens que causem fluxo excessivo, já que essa espécie prefere águas mais calmas.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.