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Repelentes para cachorro ajudam a afastar vetores de doenças fatais

Transmitidas por picadas de mosquitos ou carrapatos infectados, doenças costumam não apresentam sintomas imediatos

Cães que vivem em áreas com mato, jardins ou proximidade com rios e lagos estão ainda mais expostos

Insetos como mosquitos, pulgas e carrapatos não são apenas incômodos para os cães, eles podem transmitir doenças sérias e comprometer a saúde do animal.

Em tempos de maior proliferação desses vetores, especialmente nas estações quentes e chuvosas, o uso de repelentes específicos para pets é uma medida de prevenção que deve fazer parte da rotina.

De acordo com o veterinário Eduardo Lima, especialista em clínica médica de pequenos animais, “os repelentes ajudam a afastar vetores de doenças como a dirofilariose, conhecida como verme do coração, leishmaniose e erliquiose, que podem ser fatais se não tratadas a tempo”.

Essas enfermidades são transmitidas por picadas de mosquitos ou carrapatos infectados, e muitas vezes não apresentam sintomas imediatos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Além dos riscos à saúde, as picadas também causam coceiras, alergias e lesões na pele.

Cães que vivem em áreas com mato, jardins ou proximidade com rios e lagos estão ainda mais expostos.

Para resolver o problema, no mercado, há diversas apresentações de repelentes para cães: sprays, coleiras, pipetas e loções.

Esses produtos são desenvolvidos para não causar irritações, e sua composição é diferente dos produtos voltados para humanos — estes, aliás, não devem ser utilizados em pets sob nenhuma hipótese.

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Como escolher o repelente e aplicá-lo

A escolha depende do estilo de vida do animal, sensibilidade da pele e orientação do veterinário. É importante verificar se o produto é indicado para o porte e a idade do pet, e observar se ele protege contra os insetos mais comuns na sua região.

Alguns cuidados essenciais no uso:

  • Use apenas produtos específicos para cães e nunca produtos humanos;
  • Siga corretamente as instruções da embalagem ou do médico-veterinário;
  • Evite aplicar o repelente próximo aos olhos, focinho ou mucosas;
  • Reaplique o produto conforme a recomendação do fabricante;
  • Observe possíveis reações alérgicas e suspenda o uso em caso de irritações.

A médica-veterinária Carla Machado, da Universidade Federal de Lavras (UFLA), explica: “Repelentes veterinários passam por testes para garantir eficácia e segurança. Mas a supervisão de um profissional é sempre fundamental, especialmente para filhotes, idosos ou cães com histórico de alergias”.

Prevenção é cuidado

Além do uso de repelentes, manter o ambiente limpo, cortar a grama regularmente e evitar o acúmulo de água parada são ações complementares importantes. Se o animal costuma passear em locais com mato ou areia, a proteção precisa ser redobrada.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária orienta que “o controle de parasitas deve ser contínuo e associado a medidas ambientais. O uso de repelentes é parte de uma estratégia mais ampla de prevenção”.

Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.