Suspeito de cometer ataque terrorista que matou 16 na Austrália é acusado de 59 crimes
Suspeito segue internado em um hospital de Sydney após ter sido baleado e participará por videoconferência de uma audiência na segunda-feira (22)

O suspeito de cometer um ataque terrorista durante uma celebração da festa judaica Hanukkah na praia de Bondi, na Austrália, foi indiciado por 59 crimes, incluindo terrorismo e homicídio.
Naveed Akram, suspeito de cometer o ataque junto do pai, Sajid Akram, recebeu acusações de 59 crimes, incluindo 15 homicídios, 40 tentativas de homicídio, crime de terrorismo, entre outras acusações, segundo a Reuters.
A dupla abriu fogo contra uma multidão que realizava a comemoração no domingo (14), resultando na morte de 16 pessoas, incluindo Sajid Akram, um dos atiradores. O ataque chocou o país.
Funerais das vítimas começaram nesta quarta-feira (17).
O ataque
Pai e filho abriram fogo contra o público durante uma celebração judaica na praia de Bondi, em Sydney, matando ao menos 16 pessoas e ferindo 40.
O atentado ocorreu às 18h37 do horário local, sendo 4h37 em Brasília. A polícia afirmou que eles visaram deliberadamente a comunidade judaica.
Os autores são: Sajid Akram, de 50 anos, e Navee Akram, de 24. O ataque foi motivado por ideologias do Estado Islâmico, apontou a polícia.
Cerca de mil pessoas estavam reunidas no local em comemoração ao Hanukkah. O evento havia começado menos de 2 horas antes do ataque iniciar. O tiroteio foi classificado como um incidente terrorista.
Uma menina de 12 anos e um rabino estão entre as vítimas, informou o co-diretor executivo do Conselho Executivo da Comunidade Judaica Australiana, Alexander Ryvchin, à CNN.
Um civil que tentou desarmar os atiradores acabou sendo baleado por engano pela polícia. Outro também foi baleado na mão e no braço ao desarmar um dos autores.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



