Países do Golfo convencem Donald Trump a não atacar o Irã: ‘Esforço diplomático de última hora’

Autoridades alertaram o presidente dos EUA que uma intervenção militar poderia gerar ‘graves repercussões’ na região

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Autoridades da Arábia Saudita, Catar e Omã, convenceram, nesta quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a não atacar o Irã em represália à repressão das manifestações que acontecem no país.

Os três países do Golfo realizaram “um esforço diplomático de última hora, longo e intenso, para convencer o presidente Trump a dar ao Irã uma chance de demonstrar boas intenções”, disse um funcionário saudita de alto nível à AFP, sob anonimato.

O republicano ainda foi alertado sobre as “graves repercussões” que um ataque poderia ter sobre a região. Desde o início dos protestos, em dezembro do ano passado, Trump realiza ameaças de intervenção militar no Irã.

Porém, o presidente norte-americano afirmou que foi informado de que “as matanças terminaram” e de que execuções previstas de manifestantes não iriam ocorrer mais. Ele acrescentou, na última quarta (14), que Washington irá “observar e ver o que acontece depois”, em referência a uma eventual ação militar.

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país se defenderá “diante de qualquer ameaça estrangeira”, em uma conversa telefônica com o homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan.

Organizações de direitos humanos acusam o Irã de uma forte repressão que teria deixados milhares de mortos no país. O último balanço da ONG Iran Human Rights contabilizou mais 3 mil mortes desde o início das manifestações.

Turquia e China se opõem à operação militar

A Turquia se declarou contrária “a qualquer operação militar no Irã" e o Catar anunciou, nessa quarta (14), a retirada parcial de militares da base americana de Al-Udeid, a mais importante do Oriente Médio.

A China também se posicionou contra a intervenção militar, comunicando, nesta quinta (15), ao Irã que se põe ao “uso da força nas relações internacionais.”

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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