Estados Unidos ordenam evacuação parcial de base militar devido às tensões com Irã

Local já foi bombardeado pelo país do Oriente Médio em 2025; base está localizada a 190 km do sul do Irã

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Os Estados Unidos ordenaram a evacuação de parte dos militares americanos da base de Al Udeid, no Catar, segundo o Escritório para a Mídia Internacional do emirado. A medida foi motivada pelas tensões entre o país e o Irã.

A decisão dos EUA foi classificada como uma precaução, principalmente por ser um local que já foi bombardeado pelo Irã.

Teerã lançou mísseis contra essa base, que está localizada a 190 quilômetros do sul do Irã, em junho de 2025, em resposta aos bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares do país do Oriente Médio.

Ali Shamjani, assessor do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu presidente Donald Trump, nesta quarta-feira (14), afirmando que esse ataque demonstrou “a vontade e a capacidade do Irã de responder a qualquer agressão”.

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Um dia antes, na terça (13), Trump disse que os Estados Unidos vão agir “de maneira muito firme” se as autoridades iranianas começarem a executar pessoas detidas durante as manifestações. Na mesma ocasião, o republicano desmarcou todas as reuniões com autoridades do Irã.

Por outro lado, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, destacou que as forças do país estão “no nível máximo de preparação para responder com firmeza a um erro de julgamento do inimigo”.

Pakpour ainda acusou Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Natanyahu, de serem os “principais assassinos do povo iraniano”.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de dois mil mortos nas últimas três semanas, segundo o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os protestos representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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