Trump diz ter sido informado que ‘matança’ no Irã ‘parou’

Um dia antes, na terça (13), Trump disse que os Estados Unidos iriam agir “de maneira muito firme” se as autoridades iranianas começarem a executar pessoas

Trump disse ter sido informado de ‘fonte segura’

O presidente americano, Donald Trump, disse, nesta quarta-feira (14), ter sido informado que as “execuções” pararam no Irã, em meio a informes de grupos de defesa dos direitos humanos de que as autoridades iranianas reprimiram brutalmente os protestos contra o regime.

Durante um evento na Casa Branca, Trump disse ter sido informado de “fonte segura” que “o massacre no Irã está parando. Parou... E não há plano para execuções”, acrescentou, sem dar mais detalhes.

Um dia antes, na terça (13), Trump disse que os Estados Unidos iriam agir “de maneira muito firme” se as autoridades iranianas começarem a executar pessoas detidas durante as manifestações. Na mesma ocasião, o republicano desmarcou todas as reuniões com autoridades do Irã.

Por outro lado, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, destacou que as forças do país estão “no nível máximo de preparação para responder com firmeza a um erro de julgamento do inimigo”.

Pakpour ainda acusou Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Natanyahu, de serem os “principais assassinos do povo iraniano”.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de dois mil mortos nas últimas três semanas, segundo o Iran Human Rights (IHRNGO), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os protestos representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

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