Trump envia representantes para negociar com o Irã, que recusa reunião
Governo iraniano anunciou neste domingo (19) que não deve participar de novo encontro com representantes dos Estado Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, neste domingo (19), que enviará negociadores ao Paquistão para reativar negociações com o Irã, dias antes de expirar a trégua de duas semanas, embora Teerã tenha negado participação. O vice-presidente estadunidense, JD Vance, que já havia chefiado a delegação em Islamabad, em 11 de abril, voltará a estar acompanhado pelos dois emissários habituais de Washington: Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.
Ao anunciar a chegada ao Paquistão na segunda-feira (20) à tarde, Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que estava oferecendo ao Irã um “acordo razoável” e advertiu que, em caso de recusa, “os Estados Unidos destruirão todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irã”.
“Se não aceitarem o acordo, será uma honra para mim fazer o que tem de ser feito, o que outros presidentes deveriam ter feito com o Irã nos últimos 47 anos”, disse. “Chega de ser bonzinho”, concluiu, em exclamação.
Com estradas fechadas, arame farpado e barricadas, a capital paquistanesa havia visivelmente reforçado a segurança neste domingo. Jornalistas da AFP viram guardas armados e postos de controle, em particular nas proximidades do hotel Serena, onde foi realizada a última rodada de negociações.
Irã nega nova rodada de conversas com EUA: ‘Infantis’
O governo do Irã recusou o início de uma segunda rodada de negociações pela paz com os Estados Unidos em meio a guerra que dura cerca de dois meses, afirmou a agência estatal de notícias IRNA neste domingo.
Segundo a Irna, os Estados Unidos fazem "exigências excessivas", além de demandas "irracionais e pouco realistas". Teerã também acusou o governo norte-americano de dar declarações contraditórias e de violar o cessar-fogo.
O primeiro vice-presidente iraniano e principal negociador do país, Mohammad Reza Aref, afirmou que as posições estabelecidas pelos negociadores estadunidenses são “infantis e variadas, já que imploravam por um cessar-fogo e negociações sob pressão, mas adotavam uma postura inflexível posteriormente”.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.



