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Cuba acusa Marco Rubio de intensificar cerco econômico após novas sanções

Sanções atingem a estatal União Cuba Petróleo (CUPET) e ampliam a tensão diplomática entre Havana e o governo Trump

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Governo Trump impõe sanções ao presidente de Cuba • Banco de imagens / Canva

O governo de Cuba acusou os Estados Unidos de ampliar a pressão econômica sobre a ilha após a adoção de novas sanções contra a estatal petrolífera cubana. A reação ocorreu nesta quinta-feira (11), depois que o governo do presidente Donald Trump anunciou medidas restritivas contra a União Cuba Petróleo (CUPET), principal empresa do setor energético do país.

Em publicação nas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está reforçando o que classificou como um “cerco econômico e energético” contra a ilha.

Segundo Rodríguez, as ações dos Estados Unidos são motivadas por interesses políticos e representam uma escalada das medidas de pressão adotadas por Washington contra Havana.

O chanceler cubano também acusou Rubio de utilizar informações falsas para justificar as sanções. Sem apresentar provas, ele afirmou que o secretário de Estado recorre a discursos considerados hostis pelo governo cubano para sustentar a política norte-americana em relação ao país caribenho.

As declarações foram feitas poucas horas após o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, incluir a CUPET em sua lista de entidades sancionadas. O órgão não detalhou os motivos específicos da medida.

Posteriormente, Marco Rubio confirmou as sanções contra a estatal de energia cubana e alegou que o governo da ilha utiliza o setor energético como instrumento de controle social e benefício para integrantes da cúpula do regime comunista.

As novas restrições se somam a outras medidas adotadas recentemente pelos Estados Unidos contra autoridades cubanas. Nas últimas semanas, Washington também anunciou sanções contra o presidente Miguel Díaz-Canel e outros integrantes do governo, incluindo o ex-presidente Raúl Castro.

As ações ocorrem em meio ao aumento das tensões entre os dois países e ao endurecimento da política norte-americana em relação a Cuba. O governo cubano afirma que as restrições afetam diretamente o abastecimento de combustível e agravam a crise econômica enfrentada pela população. Díaz-Canel já classificou as medidas como um “castigo coletivo” imposto ao povo cubano.

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