Ministros de Cuba e EUA discutem sobre pressão para ação militar contra ilha do Caribe
Chanceler cubano reagiu a vídeo feito em espanhol pelo secretário de Estado dos EUA; Havana acusa Washington de provocar o colapso econômico e o desespero social em Cuba

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou, nesta quinta-feira (21), que seu homólogo nos Estados Unidos, Marco Rubio, está provocando uma ação militar e rotulando falsamente Cuba como um Estado patrocinador do terrorismo.
Rodríguez afirmou que a ilha não representa ameaça à segurança dos EUA e acusou Washington de provocar intencionalmente o colapso econômico e o desespero social em Cuba." O secretário de Estado dos EUA mente mais uma vez para instigar uma agressão militar que provocaria o derramamento de sangue cubano e americano", disse.
Rubio se direciona a cidadãos cubanos
A declaração do chanceler cubano acontece após Marco Rubio divulgar, na quarta (20), uma mensagem, em espanhol, direcionada a cidadãos cubanos. No vídeo ele propõe "uma nova Cuba" por meio de uma relação direta entre os Estados Unidos e a população local.
O ministro norte-americano também acusou o governo de Cuba de roubar dinheiro dos cidadãos e culpou o regime pela crise econômica, a pobreza e os cortes frequentes de energia.
É importante destacar que Marco Rubio é filho de cubanos, que imigraram à Flórida, nos Estados Unidos, onde ele nasceu. Desde o início da carreira política ele é visto como uma forte voz dissidente do regime de Cuba. Rubio raramente grava vídeos em espanhol, como nesta ocasião.
Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe
Em meio às tensões crescentes entre os Estados Unidos e Cuba, um porta-aviões dos EUA chegou ao Caribe, segundo um anúncio das Forças Armadas norte-americanas.
O grupo de ataque inclui o porta-aviões USS Nimitz, seu grupo aéreo embarcado e pelo menos um destróier de mísseis guiados. O porta-aviões consegue transportar mais de 60 aeronaves de combate, além de ter um avançado sistema de armas, comando, comunicações e inteligência.
Tensão entre Cuba e EUA
Desde a captura do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, os Estados Unidos vêm pressionando o governo de Cuba a implementar reformas no sistema econômico e regime político da ilha. Porém, Havana rejeita as exigências, apontando as medidas infringem a soberania nacional.
Em uma tentativa de intensificar a pressão, Washington impôs um embargo petrolífero que piorou a crise energética que Cuba já enfrentava. Além disso, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva, em 1º de maio, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de 60 anos.
Nesta semana, o ex-presidente cubano Raúl Castro foi formalmente acusado na Justiça dos EUA, por ter, supostamente, autorizado a derrubada de aviões com norte-americanos há três décadas.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



