EUA alertam para risco de golpe financiado pelo crime organizado na Bolívia
Protestos contra medidas de austeridade paralisam o país; bancos fecham agências na capital devido à violência

O governo dos Estados Unidos manifestou forte preocupação com a escalada da crise política e social na Bolívia. O vice-secretário de Estado americano, Christopher Landau, alertou que as manifestações no país sul-americano possuem indícios de uma tentativa de golpe de Estado financiada pelo crime organizado regional.
Em pronunciamento durante um evento da Americas Society/Council of the Americas, Landau informou ter conversado diretamente com o presidente boliviano, Rodrigo Paz. O mandatário, eleito com ampla maioria de votos há menos de um ano, enfrenta uma onda de protestos que começou no início de maio com greves pontuais e evoluiu para um movimento nacional. Sindicatos, mineradores, caminhoneiros e trabalhadores rurais exigem a revogação de medidas de austeridade econômica e ações contra a inflação; setores mais radicais já pedem a renúncia do presidente.
"Estou muito preocupado com a Bolívia. Quero dizer, não é possível que, você sabe, você tenha um processo democrático em que ele foi eleito esmagadoramente pelo povo boliviano há menos de um ano e agora você tem manifestantes violentos bloqueando as ruas. Não se enganem sobre isso. Esse é um golpe que está sendo financiado por essa aliança profana entre a política e o crime organizado em toda a região", disse Landau.
Para o representante americano, a crise não é um movimento popular legítimo, mas sim uma ação orquestrada por uma "aliança profana" entre a política e a criminalidade. Landau apelou para que outros países da América do Sul se unam na condenação ao movimento.
O reflexo dos distúrbios já afeta a economia local: nesta terça-feira (19), diversas agências bancárias em La Paz foram fechadas temporariamente por motivos de segurança. O governo dos EUA reafirmou que está trabalhando para apoiar as instituições bolivianas e impedir a queda do governo de Paz, que assumiu em novembro, encerrando quase 20 anos de gestões de esquerda no país.
*Com informações da CNN Brasil
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