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Justiça define data para julgamento de Nicolás Maduro, preso nos EUA por 'narcoterrorismo'

Ex-presidente venezuelano responderá por conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, e conspiração para possuir esse tipo de armamento

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USS Iwo Jima, navio onde Maduro está preso nos Estados Unidos
AFP

A Justiça dos Estados Unidos definiu para 1º de junho de 2027 o início do julgamento do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado de crimes ligados ao narcotráfico e ao tráfico de armas. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22) por um tribunal federal de Nova York, quase sete meses após a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.

O cronograma foi estabelecido pelo juiz Alvin Hellerstein durante uma audiência preparatória de cerca de 20 minutos, após um pedido conjunto da acusação e da defesa. Presos em uma penitenciária no bairro do Brooklyn, Maduro e Flores negam todas as acusações. O ex-presidente venezuelano, de 63 anos, responderá a quatro acusações: conspiração para cometer narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, além de conspiração para possuir esse tipo de armamento. Já Cilia Flores, de 69 anos, enfrentará três acusações relacionadas ao caso.

Relembre a captura de Maduro

O casal foi detido em 3 de janeiro de 2026 durante uma operação conduzida por forças americanas em Caracas, capital da Venezuela. A ação envolveu tropas navais, aéreas e terrestres e encerrou o governo de Nicolás Maduro, que estava no poder desde 2013. No primeiro comparecimento à Justiça americana, em 5 de janeiro, Maduro declarou-se inocente e afirmou ser um "prisioneiro de guerra". Desde então, sua defesa trava disputas judiciais para garantir melhores condições de representação legal.

Em abril, o governo dos Estados Unidos autorizou que recursos da Venezuela fossem utilizados para custear a defesa de Maduro e Flores, flexibilizando uma restrição imposta pelas sanções americanas. Os advogados do casal haviam pedido o arquivamento do processo, alegando que a proibição de acessar recursos comprometia o direito constitucional à livre escolha de defesa.

Além da ação criminal, Maduro também enfrenta um processo civil nos Estados Unidos. Em julho, familiares de cinco jovens mortos na Venezuela apresentaram uma ação acusando o ex-presidente de ordenar as execuções entre 2017 e 2020 por meio das Forças de Ações Especiais (Faes), unidade policial posteriormente dissolvida após denúncias de graves violações de direitos humanos.

Durante os quase 13 anos em que governou a Venezuela, Maduro foi alvo de críticas e acusações de repressão política contra opositores. Suas reeleições em 2018 e 2024 foram contestadas por diversos países, entre eles os Estados Unidos, sob alegações de fraude eleitoral. O julgamento previsto para junho de 2027 deve representar um dos processos mais emblemáticos envolvendo um ex-chefe de Estado latino-americano na Justiça americana.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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