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EUA bombardeiam Irã pela 12ª noite consecutiva em meio à escalada no Oriente Médio

Ofensiva militar americana busca neutralizar capacidades iranianas, enquanto conflito se espalha pela região com ataques no Mar Vermelho, interceptações no Kuwait e ameaças de Trump

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EUA lançam ataques contra o Irã • Centcom/Divulgação

O Exército dos Estados Unidos lançou uma nova série de ataques contra a infraestrutura militar iraniana, na noite desta quarta-feira (22), marcando a 12ª noite consecutiva de bombardeios na república islâmica.

De acordo com o comando central responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, as ações não têm data para acabar. "A missão continuará com o objetivo de reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros civis e navios mercantes que transitam pelas águas da região."

A manutenção dos ataques diários ocorre em um momento de grave deterioração da segurança regional, desdobrando-se em várias frentes de conflito:

Escalação no Mar Vermelho e impactos no comércio

  • Ataques dos Houthis: rebeldes iemenitas, aliados de Teerã, reivindicaram no Telegram um ataque a dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho. O grupo declarou um bloqueio marítimo à Arábia Saudita no contexto da guerra comercial e militar entre EUA e Irã.

  • Recuo de embarcações: dados de rastreamento marítimo apontam que pelo menos nove navios mercantes deram meia-volta perto do Estreito de Bab el-Mandeb devido às ameaças de bloqueio feitas pelos rebeldes.

Alertas no Kuwait e retórica de Trump

  • Interceptação de drones: o Exército do Kuwait confirmou no X a interceptação de "drones hostis", após consecutivas investidas iranianas registradas no país nos últimos dias.

  • Ameaças a infraestruturas civis: o presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom na rede Truth Social ao declarar que bombardeará pontes e centrais elétricas do Irã para cada embarcação atacada no Estreito de Ormuz. Trump também sugeriu ataques ao suposto complexo nuclear subterrâneo de Kolang.

A resposta de Teerã e novos acordos geopolíticos

  • Promessa de retaliação: o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, respondeu às ameaças de Trump garantindo que qualquer ataque a infraestruturas civis provocará uma resposta "contundente e decisiva", baseada no princípio de "olho por olho". Já o porta-voz Esmaeil Baqaei voltou a negar a existência do complexo secreto em Kolang, afirmando que todas as atividades nucleares do país estão declaradas à AIEA.

  • Aliança nuclear civil: paralelamente às operações militares, os EUA e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de cooperação em energia nuclear civil para fortalecer a infraestrutura energética saudita e blindar a aliança de defesa comercial entre os dois países nas próximas décadas.

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