Zelensky troca comando do Exército da Ucrânia após crise no alto escalão militar
Nos últimos dias, protestos tomaram as ruas em apoio ao ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que já havia sido destituído do seu cargo em 14 de julho

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a substituição do comandante-chefe das Forças Armadas do país. O general Oleksandr Syrskyi deixa o cargo, que passa a ser ocupado por Mykhailo Drapatyi, comandante das Forças Conjuntas e um dos militares mais populares do Exército ucraniano. A decisão se tornou pública nessa terça-feira (21).
O anúncio foi feito por Zelensky em uma publicação no Telegram. Na mensagem, o presidente agradeceu a Syrskyi pelos serviços prestados e afirmou que Drapatyi será o responsável por comandar as Forças Armadas em um momento decisivo da guerra contra a Rússia. A mudança ocorre em meio a uma crise no alto escalão militar ucraniano. Nos últimos dias, protestos tomaram as ruas em apoio ao ex-ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, que já havia sido destituído do seu cargo em 14 de julho.
Fedorov acusou Syrskyi de atuar para enfraquecer sua gestão e impedir mudanças estruturais nas Forças Armadas. Ex-ministro e oriundo do setor de tecnologia, ele defendia uma ampla modernização do Exército, com maior investimento em drones e no uso de novas tecnologias para aumentar a capacidade militar do país.
Ao comentar sua nomeação, Drapatyi afirmou, em publicação nas redes sociais, que servir à Ucrânia "sempre foi uma honra". Aos 43 anos, ele chega ao posto mais alto da estrutura militar em meio à expectativa de renovação da estratégia de combate. Já Fedorov comemorou a saída de Syrskyi, classificando a troca como "um sopro de ar fresco" e uma "nova esperança" para a resistência ucraniana diante da invasão russa.
Syrskyi comandava as Forças Armadas desde 2024. Antes disso, ganhou destaque por liderar a defesa de Kiev nos primeiros meses da invasão russa, em 2022. Apesar do reconhecimento por sua atuação militar, o general também acumulava críticas internas. Nascido na Rússia e formado em uma academia militar de Moscou, ele era apontado por opositores como adepto de métodos considerados ultrapassados e acusado de desconsiderar o elevado número de baixas nas operações, o que lhe rendeu o apelido de "açougueiro" entre críticos.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



