Em meio à tensão com Cuba, porta-aviões dos EUA chega ao Caribe
Anúncio das Forças Armadas acontece no mesmo dia em que Washington divulga acusação contra Raúl Castro

Um porta-aviões dos Estados Unidos chegou ao Caribe, segundo um anúncio das Forças Armadas americanas nesta quarta-feira (20). A movimentação acontece em meio às tensões crescentes entre o país e Cuba.
O grupo de ataque inclui o porta-aviões USS Nimitz, seu grupo aéreo embarcado e pelo menos um destróier de mísseis guiados.
Em uma publicação nas redes sociais, o Comando Sul dos EUA apontou que o "porta-aviões USS Nimitz, o grupo aéreo embarcado CVW-17, o USS Gridley e o USNS Patuxent são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis e vantagem estratégica".
Welcome to the Caribbean, Nimitz Carrier Strike Group!
The aircraft carrier USS Nimitz (CVN 68), the embarked Carrier Air Wing 17 (CVW-17), USS Gridley (DDG 101) and USNS Patuxent (T-AO 201) are the epitome of readiness and presence, unmatched reach and lethality, and strategic… pic.twitter.com/83mfzSIKzd
— U.S. Southern Command (@Southcom) May 20, 2026
O porta-aviões consegue transportar mais de 60 aeronaves de combate, além de ter um avançado sistema de armas, comando, comunicações e inteligência.
Líder da revolução cubana é indicado pelos EUA
O anúncio acontece no mesmo dia em que o governo norte-americano divulgou acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro.
Castro, que é um dos líderes da revolução de Cuba, foi acusado por conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronave e homicídio. As alegações são referentes a um caso de 1966, quando dois aviões civis pertecentes à organização de exilados cubano-americanos "Irmãos ao Resgate" foram abatidas.
Na época, o cubano era ministro da Defesa e, por isso, é acusado de ter ordenado o ataque, que matou quatro homens, incluindo três cidadãos norte-americanos.
O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reagiu a acusação de Raúl Castro. Ele afirmou que a decisão dos Estados Unidos é "uma manobra política sem qualquer fundamento legal" que busca apenas justificar a agressão norte-americana contra a ilha.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



