O governo de
Israel anunciou, nesta segunda-feira (16), que iniciou operações terrestres “limitadas” contra o Hezbollah, no Líbano. Enquanto isso, os Estados Unidos pressionam as grandes potências mundiais para que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. A
guerra no Oriente Médio envolvendo os três países entrou na terceira semana e não há expectativa de um acordo de cessar-fogo.
O exército israelense, que executa ataques no sul do Líbano com tropes terrestres e veículos blindados desde o início do mês de março, informou que, agora, as operações terrestres são “limitadas e seletivas contra redutos-chave” do Hezbollah na região.
No comunicado, as forças israelenses citam “esforços de defesa” para “eliminar os terroristas que operam na região”. Desde o início do conflito, pelo menos 850 pessoas - incluindo 107 crianças - morreram no Líbano durante ofensivas israelenses no país. O balanço foi divulgado pelo governo libanês.
Reabertura do Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, reforçou um apelo, também nesta segunda (16), aos países europeus e asiáticos para que eles se mobilizem e ajudem a reabrir o
Estreito de Ormuz. Entre as nações citadas está a China, Coreia do Sul e o Japão.
Encorajamos veementemente outras nações cujas economias dependem muito mais dessa passagem do que a nossa. Obtemos menos de 1% do nosso petróleo pelo Estreito. Alguns países obtêm muito mais. O Japão obtém 95%, a China 90%, muitos europeus obtêm uma quantidade considerável. A Coreia do Sul obtém 35%, então queremos que eles venham nos ajudar com o Estreito [de Ormuz]
Presidente dos EUA, Donald Trump
A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa em um evento no Kennedy Center, em Washington. O republicano também pediu ajuda às nações para policiar o
Estreito de Ormuz, depois que o Irã respondeu aos ataques dos
EUA e de Israel, utilizando drones, mísseis e minas para fechar o canal caracterizado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo. Cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam pelo estreito, o que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity.
Sem expectativa de cessar-fogo
Trump chegou a afirmar, no último fim de semana, que o
Irã tinha o desejo de fechar um acordo de cessar-fogo, mas que não aceitaria porque “os termos ainda não são bons o suficiente”. Mas, indo contra a declaração do republicano, o ministro as Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse, nesta segunda (16), que o país está disposto a continuar a guerra contra Israel e Estados Unidos
“pelo tempo que for necessário”.
“Acredito que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando, uma que não hesita em se defender e está disposta a continuar com a guerra até onde for necessário, e a levá-la tão longe quanto for preciso”, disse Araghchi em entrevista coletiva.
Já Israel mantém um discurso firme sobre o conflito, descartando um fim das operações militares no Irã e em outros países, como Líbano, em breve.
*Com informações da AFP