Governo alemão descarta participação da Otan após apelo de Trump para o Estreito de Ormuz

Porta-voz do chanceler Friedrich Merz declarou que essa ‘não é uma guerra da Otan’

Chanceler alemão, Friedrich Merz

Um porta-voz do governo alemão afirmou, em resposta aos pedidos de Donald Trump para que outros países enviem navios ao Estreito de Ormuz, que a guerra no Oriente Médio “não é da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”.

“Esta guerra não tem nada a ver com a Otan. Não é uma guerra da Otan”, disse o porta-voz do chanceler Friedrich Merz. “A participação não foi considerada antes desta guerra e não está sendo considerada agora”, acrescentou.

O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, também disse que não vê um papel para os membros da Otan em Ormuz.

Nesta segunda-feira (16), haverá uma reunião em Bruxelas com países-membros da União Europeia, que discutirão possíveis ações no estreito.

As declarações ocorreram em meio a uma pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que enviem navios ao estreito. Ele afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrentará um futuro “muito ruim” caso os países não prestem auxílio. Kallas retrucou dizendo que não há países da Otan no Estreito de Ormuz.

Vale lembrar que Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do mundo, por onde passam 20% da carga mundial.

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Países procuraram Teerã

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a dizer à CBS que vários países procuraram Teerã buscando passagem segura pelo estreito, o que, segundo ele, cabe às Forças Armadas do Irã decidirem. Araghchi não deu detalhes, mas disse que várias embarcações foram autorizadas a passar.

O Estreito de Ormuz está aberto a todos os países, exceto aqueles que são aliados dos Estados Unidos, segundo o ministro iraniano.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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