Países se recusam a enviar navios militares para o Estreito de Ormuz após pedido de Trump

Trump não revelou quais foram os países com os quais ele conversou para tentar formar uma coalizão de patrulha marítima pela via

Transporte de 20% do petróleo global é feito pelo Estreito de Ormuz, no Irã

Pelo menos três países europeus se recusaram a enviar navios militares ao Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (16), mesmo após um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação é da Associated Press.

Nesse domingo (15), Trump afirmou que exigiu de sete países que enviassem navios para manter o Estreito de Ormuz aberto. Porém, o pedido ainda não foi cumprido, enquanto os preços do petróleo dispararam.

Trump não revelou quais foram os países com os quais ele conversou para tentar formar uma coalizão de patrulha marítima pela via.

“Estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”, disse Trump. Ele completou afirmando que a rota por Ormuz não é algo que os EUA precisam, uma vez que o país já tem o próprio acesso ao petróleo.

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A China recebe cerca de 90% do petróleo pelo estreito, enquanto os EUA recebem uma quantidade mínima, afirmou o presidente norte-americano. Ele, porém, não disse se a China participará do grupo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a dizer à CBS que vários países procuraram Teerã buscando passagem segura pelo estreito, o que, segundo ele, cabe às Forças Armadas do Irã decidirem. Araghchi não deu detalhes, mas disse que várias embarcações foram autorizadas a passar.

O Estreito de Ormuz está aberto a todos os países, exceto aqueles que são aliados dos Estados Unidos, segundo o ministro iraniano.

Vale lembrar que Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do mundo, por onde passam 20% da carga mundial.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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