O Exército de Israel informou nesta segunda-feira (16) que iniciou “operações terrestres limitadas” no sul do Líbano contra o grupo libanês Hezbollah. Na prática, a ação significa uma incursão militar em território libanês.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que as tropas começaram operações direcionadas contra redutos importantes do Hezbollah na região. Segundo os militares, o objetivo é reforçar a defesa nas áreas próximas à fronteira e destruir estruturas usadas pelo grupo.
De acordo com o Exército israelense, a ação faz parte de um plano maior para fortalecer a segurança no norte de Israel, incluindo a destruição de infraestrutura considerada terrorista e a eliminação de combatentes que atuam na região.
A expressão “operação limitada” já foi usada por Israel em outra incursão no Líbano, em outubro de 2024. Na época, especialistas explicaram que o termo costuma indicar uma ação militar pontual, sem a intenção de ocupar totalmente o território invadido.
A ofensiva acontece poucos dias depois de o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ter ameaçado tomar partes do território libanês caso o Hezbollah continuasse com ataques contra o país. Ele também afirmou, na semana passada, que ordenou que o Exército se preparasse para ampliar as operações no Líbano.
Atualmente, soldados israelenses já atuam ao longo da fronteira entre os dois países, onde Israel tem concentrado tropas e tanques de guerra. Agências internacionais também relatam ataques terrestres em cidades do extremo sul do Líbano.
Os confrontos entre Israel e Hezbollah voltaram a se intensificar no início de março, após um período de cessar-fogo que durava desde novembro de 2024. A nova escalada está ligada a outro conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado no dia 28 de fevereiro. O Hezbollah é aliado do governo iraniano.
Desde então, Israel tem feito bombardeios quase diários no Líbano, principalmente na capital Beirute. Segundo o Exército israelense, mais de 500 ataques aéreos já foram realizados contra alvos do Hezbollah no país.