O Irã alertou outros países neste domingo (15) que, caso algum novo agente intervenha no conflito, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio.
A declaração surge após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cooperação internacional para garantir a segurança no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global.
Os preços do petróleo dispararam devido ao bloqueio imposto pelo Irã em Ormuz, o que levou a novos temores de um impacto econômico mais amplo.
Em entrevista à emissora americana NBC News também neste domingo, o presidente afirmou que Teerã deseja sentar-se à mesa de negociações, mas que Washington prosseguirá com sua ofensiva.
“O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero fazê-lo, pois as condições ainda não são boas o suficiente”, disse Trump à emissora americana. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que seu país
“Não vemos razão para conversarmos com os americanos, pois já estávamos conversando com eles quando decidiram nos atacar”, disse Araghchi à CBS, em entrevista transmitida neste domingo.
Anteriormente, em declarações ao veículo de mídia de língua árabe Al Araby Al Jadid, o chanceler afirmou que a guerra não terminaria até que ele recebesse garantias de sua conclusão definitiva e de que “reparações” seriam pagas.
Além disso, ele instou outras nações a “se absterem de qualquer ação que pudesse levar a uma escalada” e alegou possuir “amplas evidências” de que bases dos EUA no Oriente Médio foram utilizadas para atacar seu país, citando especificamente os Emirados Árabes Unidos.
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Ainda em entrevista à NBC, Donald Trump ameaçou lançar novos
“Nós a dizimamos completamente”, disse Trump. “Exceto, como vocês sabem, que eu não fiz nada em relação às linhas de transmissão de energia, porque reconstruí-las levaria anos”, acrescentou.
A declaração surge após a agência Reuters apurar que o governo Trump rejeitou esforços de aliados no Oriente Médio para iniciar negociações diplomáticas com o objetivo de acabar com a guerra.
*Com informações da AFP