O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbias Araqchi, e seu homólogo francês, Jean-Noel Barrot conversaram por telefone neste domingo (15) sobre a situação da guerra contra Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.
Durante a conversa, de acordo com a Tasnim News Agency, agência semioficial da Guarda Revolucionária Islâmica, o representante iraniano destacou a importância de não realizar ações que possam aumentar a tensão na região e que a insegurança no Estreito de Ormuz ocorre por conta dos “Estados Unidos e o regime sionista”, em referência a Israel
Araqchi também enfatizou a necessidade de uma “abordagem responsável por parte de todos os países em relação à situação atual e a necessidade de uma firme condenação das ações criminosas dos agressores no ataque ao Irã”.
Ainda neste domingo, o Irã alertou outros países que, caso algum novo agente intervenha no conflito,
A declaração surge após um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cooperação internacional para garantir a segurança no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo global.
Os preços do petróleo dispararam devido ao bloqueio imposto pelo Irã em Ormuz, o que levou a novos temores de um impacto econômico mais amplo.
Em entrevista à emissora americana NBC News também neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Teerã deseja sentar-se à mesa de negociações, mas que
“O Irã quer fechar um acordo, e eu não quero fazê-lo, pois as condições ainda não são boas o suficiente”, disse Trump à emissora americana. No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que seu país não tem interesse em manter conversas com Washington.
“Não vemos razão para conversarmos com os americanos, pois já estávamos conversando com eles quando decidiram nos atacar”, disse Araghchi à CBS, em entrevista.