Preço do barril de petróleo passa dos 100 dólares; bolsas operam com cautela

Valor da matéria-prima energética volta a crescer em frente ao cenário de incerteza acerca de um possível fim para a guerra no Oriente Médio

Impedimento do trânsito de petroleiros no Estreito de Ormuz influencia no aumento do preço do barril de petróleo

O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 e as Bolsas mundiais reagiram com cautela nesta segunda-feira (16), com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.

Por volta das 5h30 (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a US$ 106,30 (R$559,74), enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a US$ 100,83 (R$ 530,94).

“A semana começou seguindo um padrão que já se tornou habitual”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote, grupo bancário suíço. “Os preços do petróleo subiram no início da sessão, antes de perder parte de seus lucros, enquanto os investidores assimilavam as últimas notícias do Oriente Médio” no décimo sétimo dia da guerra.

Quanto às bolsas, a de Tóquio fechou praticamente inalterada (-0,12%), Taipé perdeu 0,17% e Sydney, 0,39%. Seul, ao contrário, fechou em alta de 1,14%, e Hong Kong subiu 1,45%.

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A Europa se manteve mais titubeante. Após abrirem com uma crescente tímida, os principais índices europeus operavam no vermelho, com recuo na bolsa de Paris de 0,33%; Frankfurt com baixa também de 0,33%; e Milão em queda de 0,96%. Apenas Londres operava em alta de 0,08% por volta das 7h30.

O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Lucas Borges)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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