Estados Unidos promovem bombardeio massivo na ilha de Kharg, no Irã

Trump informou que ataque foi o maior da história contra alvos militares, mas poupou infraestrutura petrolífera, responsável por 90% da exportação do Irã

Trump afirmou que Irã não possui mais defesas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças armadas americanas realizaram um bombardeio massivo contra o Irã nesta sexta-feira (13), atingindo alvos militares na ilha de Kharg, no Golfo Pérsico. Segundo o republicano, o ataque foi um dos mais poderosos da história do Oriente Médio.

Trump disse que todos os alvos militares da ilha foram “obliterados”, mas por “razões de decência” não houve ataques à infraestrutura petrolífera do local. O território responde por cerca de 90% da produção da commodity da República Islâmica.

“Contudo, caso o Irã, ou qualquer outro país, interfira na livre e segura passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente essa decisão. Durante meu primeiro mandato, e atualmente, reconstruí nossas Forças Armadas, transformando-as na força mais letal, poderosa e eficaz do mundo, de longe”, disse Trump.

O presidente também afirmou que o Irã não tem mais capacidade de se defender dos Estados Unidos, e que “jamais” terá armas nucleares. “O exército iraniano e todos os demais envolvidos com esse regime terrorista fariam bem em depor as armas e salvar o que resta do país, que não é muita coisa”, completou.

Os Estados Unidos estão em guerra com o Irã desde o final de fevereiro, quando houve um ataque conjunto com Israel para matar o líder supremo, aiatolá Khamanei. A ofensiva desencadeou uma crise no Oriente Médio, com resposta da Guarda Revolucionária do Irã contra bases americanas em diversos países do golfo pérsico.

O Irã também decidiu fechar o estreito de Ormuz, por onde passam 20% de toda a produção global de petróleo. A crise fez o barril disparar para mais de US$ 100, elevando o preço dos combustíveis em diversos países.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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