Estreito de Ormuz continuará fechado, diz líder supremo do Irã em 1º pronunciamento

Novo líder supremo falou pela primeira vez em carta divulgada na TV estatal

Esta foto, divulgada em Teerã em 3 de outubro de 2024 e fornecida pelo gabinete do líder supremo do Irã, mostra Mojtaba Khamenei, um dos filhos do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

O Estreito de Ormuz, rota marítima importante por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito no mundo, continuará fechado, afirmou o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, no primeiro pronunciamento feito por ele desde que assumiu o poder.

Segundo Khamenei, a interdição do local é uma forma de “pressão contra o inimigo”.

A mensagem foi lida por uma apresentadora na televisão estatal iraniana. Essa foi a primeira “aparição” pública do líder. O desconhecimento do paradeiro de Khamenei levantou dúvidas se ele estava bem ou não após ser atingido por ataques dos EUA e de Israel.

Vale lembrar que, nos últimos dias, várias embarcações foram atacadas no Estreito de Ormuz. O Irã chegou a instalar minas no local. Com o conflito, o preço do petróleo pode chegar a 200 dólares.

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Mojtaba Khamenei foi ferido em ataque

Mojtaba Khamenei ficou ferido durante os ataques que mataram o pai, a mãe e a esposa dele. Porém, segundo Yusef Pezeshkian, filho do presidente do país, Masoud Pezeshkian, o líder iraniano está “são e salvo”.

“Ouvi a notícia de que Mojtaba Khamenei foi ferido. Perguntei a amigos que têm contatos e me disseram que, graças a Deus, ele está são e salvo”, publicou Pezeshkian no Telegram.

Um funcionário israelense teria relatado à agência Reuters que Khamenei não foi visto em público devido aos ferimentos causados pelo ataque. Vale lembrar que, na semana passada, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que qualquer líder nomeado pelo regime iraniano seria alvo.

Khamenei teve apenas ferimentos nas pernas.

Local desconhecido

No momento, Mojtaba Khamenei está em um local desconhecido, como forma de preservá-lo dos ataques frequentes realizados por Israel e pelos Estados Unidos.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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