Os Estados-membros da União Europeia discutirão, nesta segunda-feira (16), o que será feito para reabrir o
Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo. A Europa tem interesse em manter a rota aberta e falarão sobre o assunto antes de uma reunião do Conselho de Assuntos Externos em Bruxelas.
"É do nosso interesse manter o
Estreito de Ormuz aberto, e é por isso que estamos discutindo também o que podemos fazer a esse respeito”, afirmou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas.
“Do lado europeu, temos estado em contato com os colegas americanos em diferentes níveis sobre isso, mas, é claro, a situação é muito instável”, acrescentou.
A fala ocorreu em meio a uma
pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que enviem navios ao estreito. Ele afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enfrentará um futuro “muito ruim” caso os países não prestem auxílio. Kallas retrucou dizendo que não há países da Otan no Estreito de Ormuz.
Vale lembrar que
Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do mundo, por onde passam 20% da carga mundial.
Países procuraram Teerã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a dizer à CBS que vários países procuraram Teerã buscando passagem segura pelo estreito, o que, segundo ele, cabe às Forças Armadas do Irã decidirem. Araghchi não deu detalhes, mas disse que várias embarcações foram autorizadas a passar.
O
Estreito de Ormuz está aberto a todos os países, exceto aqueles que são aliados dos Estados Unidos, segundo o ministro iraniano.
Ataques no Irã
Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o
objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o
aiatolá Ali Khamenei foi morto.
Em retaliação, o Irã realiza
ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de
2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.