Irã: petroleiro estrangeiro atravessa Estreito de Ormuz com rastreador
Região responsável por transportar 20% do petróleo global estaria fechada durante guerra no Oriente Médio

Um petroleiro com bandeira do Paquistão cruzou o Estreito de Ormuz, nesse domingo (15), enquanto mantinha o sistema de rastreamento acionado , segundo dados do site MarineTraffic, responsável por monitorar o tráfego naval digitalmente.
A aparição deste navio petroleiro na plataforma "sugere que alguns transportes talvez estejam se beneficiando de uma passagem segura negociada" com o Irã, conforme divulgado pelo site.
O navio, carregado com petróleo bruto, "entrou na zona econômica exclusiva iraniana em 15 de março às 11h33 GMT (8h33 de Brasília) e cruzou o Estreito de Ormuz às 14h43 GMT" (11h43 de Brasília), escreveu o MarineTraffic na rede social X, antigo Twitter.
"O trânsito aconteceu após várias semanas de tráfego fortemente reduzido na via marítima estratégica", acrescenta a plataforma online que monitora o tráfego marítimo em tempo real em todo o planeta.
Segundo dados da Bloomberg, o navio ainda estava atracado em 28 de fevereiro na ilha de Das, um centro emiradense de exportação de petróleo.
Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é particularmente estratégico para a exportação de hidrocarbonetos. No total, 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito transitam pela região.
Preço do barril de petróleo passa dos 100 dólares
O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 e as Bolsas mundiais reagiram com cautela nesta segunda-feira (16), com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.
Por volta das 5h30 (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a US$ 106,30 (R$559,74), enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a US$ 100,83 (R$ 530,94).
O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.
A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.



