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Irã: petroleiro estrangeiro atravessa Estreito de Ormuz com rastreador

Região responsável por transportar 20% do petróleo global estaria fechada durante guerra no Oriente Médio

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Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa, tirada em 11 de março de 2026, mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês 'Mayuree Naree' próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque
Navio cargueiro tailandês 'Mayuree Naree' é encontrado com fumaça próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque na região • Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP

Um petroleiro com bandeira do Paquistão cruzou o Estreito de Ormuz, nesse domingo (15), enquanto mantinha o sistema de rastreamento acionado , segundo dados do site MarineTraffic, responsável por monitorar o tráfego naval digitalmente.

A aparição deste navio petroleiro na plataforma "sugere que alguns transportes talvez estejam se beneficiando de uma passagem segura negociada" com o Irã, conforme divulgado pelo site.

O navio, carregado com petróleo bruto, "entrou na zona econômica exclusiva iraniana em 15 de março às 11h33 GMT (8h33 de Brasília) e cruzou o Estreito de Ormuz às 14h43 GMT" (11h43 de Brasília), escreveu o MarineTraffic na rede social X, antigo Twitter.

"O trânsito aconteceu após várias semanas de tráfego fortemente reduzido na via marítima estratégica", acrescenta a plataforma online que monitora o tráfego marítimo em tempo real em todo o planeta.


Na manhã desta segunda-feira (16), o Estreito de Ormuz já não apresentava mais movimentaçãoSegundo dados da Bloomberg, o navio ainda estava atracado em 28 de fevereiro na ilha de Das, um centro emiradense de exportação de petróleo.

Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é particularmente estratégico para a exportação de hidrocarbonetos. No total, 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito transitam pela região.

Preço do barril de petróleo passa dos 100 dólares

O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 e as Bolsas mundiais reagiram com cautela nesta segunda-feira (16), com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.

Por volta das 5h30 (horário de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a US$ 106,30 (R$559,74), enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a US$ 100,83 (R$ 530,94).

O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.