Cessar-fogo é violado e navios dos EUA e Irã voltam a se atacar no Estreito de Ormuz
Forças marítimas dos países em guerra acusam uma a outra de terem iniciado o novo conflito no golfo

Os conflitos no Oriente Médio voltaram a escalar na madrugada desta sexta-feira (8), e o cessar-fogo firmado entre Estados Unidos e Irã foi violado. Navios ligados às forças marítimas dos dois países trocaram tiros no Estreito de Ormuz. O novo conflito acontece enquanto a Casa Branca aguarda uma resposta de Teerã a uma proposta de paz enviada por meio de mediadores paquistaneses para encerrar a guerra, que já dura mais de três meses.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou a jornalistas que espera um posicionamento iraniano ainda nesta sexta-feira (08) sobre a prorrogação da trégua.
A nova onda de conflitos ganhou força quando o Comando Central dos EUA (Centcom) interceptou dois navios petroleiros com bandeira iraniana. Segundo o Exército americano, as embarcações tentavam furar o bloqueio para entrar em um porto no Golfo de Omã. Segundo detalhes divulgados pelos EUA, um caça F/A-18 Super Hornet da Marinha americana utilizou munições de precisão para deixar os navios fora de serviço após eles ignorarem ordens de parada.
Em resposta, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã afirmou ter realizado uma "operação combinada de larga escala" contra embarcações militares americanas. A mídia estatal iraniana relatou que foram disparados mísseis balísticos antinavio, mísseis de cruzeiro e drones destrutivos equipados com ogivas de alto potencial explosivo contra os petroleiros dos EUA. O Irã classificou a ação como um "grande tapa no inimigo" em retaliação à agressão contra seus navios.
A tensão se espalhou para os vizinhos, com os Emirados Árabes Unidos relatando que interceptaram drones e mísseis que resultaram em três pessoas feridas. Em outra notícia, a mídia iraniana afirmou que a origem dos ataques contra o país "permanece incerta". Apesar da gravidade dos eventos, o presidente Donald Trump descreveu o confronto noturno como um "incidente menor" que não afetaria o cessar-fogo, declarando: "Demos neles uma boa surra".
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



