Erupção do monte Dukono mata 3 alpinistas na Indonésia; grupo ignorou proibição
Grupo de 20 montanhistas ignorou placas de advertência e seguiu para área proibida no vulcão; acesso havia sido vetado após aumento da atividade vulcânica

A erupção do monte Dukono matou três alpinistas na ilha de Halmahera, na Indonésia, nesta sexta-feira (8).
As vítimas são dois cidadãos de Singapura e um morador da ilha de Ternate, na região leste do país. Vinte montanhistas estavam nas encostas do vulcão quando ocorreu a erupção.
O grupo de 20 alpinistas ignorou placas de advertência e seguiu para uma área proibida, segundo informações da agência AFP. Nove montanhistas eram de Singapura e 11 da Indonésia. O acesso à região havia sido proibido no mês passado, após cientistas observarem aumento da atividade vulcânica.
A erupção aconteceu durante a madrugada. Quinze pessoas conseguiram descer da montanha sem ferimentos. Algumas pessoas sofreram ferimentos leves e foram hospitalizadas. O paradeiro de duas pessoas do grupo não foi comentado pelas autoridades.
O guia do grupo e um assistente foram levados à delegacia. Eles podem enfrentar acusações criminais porque seguiram com os montanhistas para uma área proibida.
"Os corpos dos falecidos continuam na montanha", disse Erlichson Pasaribu, chefe de polícia da província de Halmahera do Norte, ao canal Kompas TV.
"Devido às erupções em curso, a situação ainda é considerada insegura para uma operação de retirada. Por isso, a equipe ainda está aguardando o momento adequado para iniciar as buscas", afirmou Erlichson.
A operação de resgate acontece em terreno acidentado. Veículos conseguem acessar apenas parte do trajeto.
O Dukono está no terceiro nível de alerta mais elevado do sistema de quatro níveis de advertência da Indonésia. Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos (PVMBG) recomenda que turistas e montanhistas não se aproximem a menos de quatro quilômetros da cratera Malupang Warirang.
A Indonésia tem quase 130 vulcões ativos. O país registra atividade sísmica e vulcânica com frequência por sua localização no "Círculo de Fogo" do Pacífico, onde as placas tectônicas colidem.
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