O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, nesta segunda-feira (16), que “destruiu” instalações militares no Irã. Esta não é a primeira vez que o republicano afirma ter atingido alvos importantes no país persa nas últimas três semanas, desde o início do conflito no
Oriente Médio.
A declaração aconteceu durante uma coletiva de imprensa em um evento no Kennedy Center, em Washington. Na ocasião,
Trump apontou que a campanha militar norte-americana contra o
Irã atingiu mais de 7 mil alvos, entre eles militares e comerciais, em todo o país. Além disso, disse que cerca de 100 embarações iranianas também foram destruídas nos últimos dias. Ainda assim, ele reforçou que os EUA continuam atacando “com força máxima”.
Outro tópico abordado durante a fala de Trump foram as questões relacionadas ao
Estreito de Ormuz. O republicano reiterou seu apelo aos países europeus e asiáticos para que eles se mobilizem e ajudem a reabrir o tráfego marítimo na região. Entre as nações citadas está a China, Coreia do Sul e o Japão.
Encorajamos veementemente outras nações cujas economias dependem muito mais dessa passagem do que a nossa. Obtemos menos de 1% do nosso petróleo pelo Estreito. Alguns países obtêm muito mais. O Japão obtém 95%, a China 90%, muitos europeus obtêm uma quantidade considerável. A Coreia do Sul obtém 35%, então queremos que eles venham nos ajudar com o Estreito [de Ormuz]
Presidente dos EUA, Donald Trump
O presidente norte-americano também pediu ajuda às nações para policiar o
Estreito de Ormuz, depois que o Irã respondeu aos ataques dos
EUA e de Israel, utilizando drones, mísseis e minas para fechar o canal caracterizado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo. Cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam pelo estreito, o que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity.
Irã descarta possibilidade de cessar-fogo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, divulgou, também nesta segunda-feira (16), que o país está disposto a continuar a guerra contra Israel e Estados Unidos
“pelo tempo que for necessário”. A declaração acontece dias depois de Trump afirmar que o Irã deseja fechar um acordo de cessar-fogo, mas que não o aceitaria porque “os termos ainda não são bons o suficiente”.
“Acredito que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando, uma que não hesita em se defender e está disposta a continuar com a guerra até onde for necessário, e a levá-la tão longe quanto for preciso”, disse Araghchi em entrevista coletiva.