O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, disse que o país nórdico e os Estados Unidos têm um “desacordo fundamental” sobre a
“Não conseguimos mudar a posição dos Estados Unidos. Está claro que o presidente tem o desejo de conquistar a Groenlândia. E deixamos muito, muito claro que isso não beneficia o reino (da Dinamarca)”, afirmou o ministro.
Rasmussen ainda destacou que a apropriação norte-americana da Groenlândia não é “de forma alguma necessária”, como afirmou o presidente Donald Trump.
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A autoridade dinamarquesa pediu a Washington que coopere de forma “respeitosa” em relação à ilha ártica controlada por Copenhague.
Na última terça-feira (13), o
Qual é o status da Groenlândia hoje?
A ilha, antiga colônia da
Dois anos antes, um acordo entre os EUA e a Dinamarca concedeu a Washington o direito de circular livremente e construir bases militares no território, desde que Copenhague e a Groenlândia sejam notificadas.
Em 2009, a ilha recebeu ampla autonomia de autogoverno, incluindo o direito de declarar independência da Dinamarca por meio de um referendo aprovado pela população e por um um acordo de
Pesquisas mostram que a maioria dos 57 mil habitantes da Groenlândia apoia a independência. Porém, muitos alertam contra ações precipitadas que podem expor o país aos EUA.
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Desejo de Trump
Trump reiterou, no último domingo (11), que a
O desejo do presidente norte-americano já havia sido divulgado no ano passado. Em dezembro, o republicano disse que
A localização estratégica e os recursos da Groenlândia poderiam beneficiar os EUA. A região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que pode ser crucial para o sistema de alerta de mísseis balísticos do país, por exemplo.
A expansão militar na ilha ártica pode incluir a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.
* Com informações da AFP e CNN Brasil.