O furacão Milton deve chegar à costa da Flórida, nos Estados Unidos, em
algumas horas. Classificado com a categoria 4, o fenômeno pode causar ventos de até 250 km/h, além de inundações nas regiões litorâneas. A cidade de Tampa será a primeira a ser atingida, o que deve acontecer ainda nesta noite.
O município está dividido em cinco zonas de evacuação: A, B, C, D e E. No entanto, apenas quem mora nas áreas A e B são obrigados a deixarem suas casas. “Posso dizer sem qualquer drama:
se vocês escolherem ficar em uma dessas áreas de evacuação [A ou B], vocês vão morrer”, disse Jane Castor, a prefeita de Tampa.
O brasileiro Felipe Miranda mora em Winter Garden, cidade ao lado de Orlando e a 1h30 de Tampa, e decidiu sair de casa mesmo sem ter uma ordem expressa de evacuação. O brasileiro explica porque decidiu sair de casa, mesmo sem a orientação das autoridades.
“A minha região não tinha qualquer sinalização de evacuação. Era apenas a questão da proteção, poque ia ficar sem luz e água. Por conta dessa necessidade, nós optamos por sair de lá antes que tivesse um alerta para que a região fosse evacuada. A gente sente medo, a gente sente medo pela família, né? Se fosse solteiro, eu até arriscaria ficar. Mas tendo família, um bebê de um ano e meio, não tem como colocar a família em uma situação de perigo, que você não tem controle”, afirmou Felipe.
Felipe conta que enfrentou trânsito para deixar a cidade onde mora, rumo à Geórgia - estado ao Norte da Flórida.
“Quando tem algum sinal de furacão, o americano já tem o hábito de abastecer, o que causa falta de combustível, e de comprar água e alguns alimentos. Então, os
supermercados acabam ficando vazios. Num primeiro momento, nós deixamos o carro abastecido e já nos preparamos para uma eventualidade. Um trajeto que demora 3h, 3h30, nós fizemos ele em 5h30 a 6h. A viagem se estendeu um pouco porque pegamos um pouco mais de trânsito, mas nada comparado as pessoas que saíram diretamente de Tampa”, disse.
À Itatiaia, a corretora de imóveis brasileira, Corina Lessa, diz que mora em Tampa há 20 anos e também decidiu sair de casa.
“Hoje eu moro em um apartamento, no Centro da cidade, bem próximo ao porto, à baía, do rio. Então, achei mais prudente sair de casa mesmo porque eles já iam desligar elevadores, a gente não sabe se ia ter eletricidade. Houve bastante enchente nos entorno de onde eu moro por causa do Helene, um outro furacão que passou na Flórida e acabou atingindo a gente por conta da ressaca do mar. Então, a gente teve muita entrada de água na nossa área. Eu tradicionalmente iria para a casa do meu pai, que é mais ao Norte de Tampa, onde está minha irmã hoje. Mas, como eu já tinha uma viagem programada para o Brasil, eu decidi adiantá-la”, revelou.
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