O papa Leão XIV voltou a levantar a voz contra a violência neste domingo (31), ao denunciar a “pandemia de armas” que, segundo ele, provoca a morte de “inúmeras” crianças todos os dias em conflitos e crimes espalhados pelo planeta. A declaração foi feita após a tradicional oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
Durante sua fala, o pontífice americano destacou a tragédia recente na Ucrânia, onde um ataque russo a Kiev, ocorrido na última quinta-feira (28), deixou ao menos 25 mortos, incluindo quatro crianças. Ele renovou seu pedido por um cessar-fogo imediato no país, reforçando que a paz só poderá ser alcançada com diálogo e negociação.
O papa também lembrou outro episódio de violência que chocou os fiéis: o tiroteio ocorrido em uma escola de Minnesota, nos Estados Unidos, durante uma missa na última quarta-feira. O ataque resultou na morte de duas crianças.
“Incluímos em nossas orações as inúmeras crianças mortas e feridas todos os dias em todo o mundo. Roguemos a Deus para deter a pandemia de armas, grandes e pequenas, que infecta nosso mundo”, declarou o papa, em inglês.
Ao encerrar seu discurso, Leão XIV apelou à comunidade internacional para que não feche os olhos diante da crise humanitária. “É hora de os líderes renunciarem à lógica das armas e embarcarem no caminho da negociação e da paz, com o apoio da comunidade internacional”, concluiu.