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Todos os queijos listados são feitos com leite cru, têm histórico de premiações e representam regiões distintas de Minas Gerais.
Massa crua e casca lisa
O queijo produzido na fazenda do Sr. Zé Mário é disputadíssimo; cada peça custa R$ 100
Queijo do Zé Mário – Região da
Produzido na Serra da Canastra, o
“É um queijo que normalmente a gente consome ele maturado, é um queijo que tem uma suavidade, não é um queijo ácido, de baixa acidez”, explica Elmer. Segundo ele, trata-se de um queijo muito premiado, que “harmoniza bem com vinhos tintos”.
Massa crua e casca florida
Queijos de ‘casca’ florida são produzidos com leite cru que visualmente têm fungos, popularmente conhecidos como ‘mofo branco’.
– Fazenda Macaúba, Região do Cerrado
Os queijos de casca florida, caracterizados pela presença de fungos na superfície, vêm ganhando espaço na produção mineira. O Queijo Alba se destaca pela cremosidade e delicadeza.
Massa cozida
Queijos Maranata, da Mantiqueira de Minas
Queijo Maranata – Região da Mantiqueira de Minas
Produzido em Virgínia, na Mantiqueira de Minas, o Queijo Maranata passa por cozimento da massa, técnica que resulta em maior estrutura e complexidade quando maturado.
“Quando maturado, ele lembra um queijo grana”, explica Elmer. De acordo com o especialista, trata-se de um queijo que harmoniza bem com vinhos tintos e, quando está bem maturado, até com vinho licoroso.
Massa filada
Queijo Cabacinha do Vale do Jequitinhonha
Tradicional do Vale do Jequitinhonha, o queijo cabacinha é feito com massa filada e tem formato característico. O exemplar da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, é um dos poucos da região com registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).
“Ele lembra uma muçarela, massa filada, mas ele não é muçarela”, explica Elmer. Segundo ele, o cabacinha se aproxima mais do “Cacio Cavallo”, que é um queijo italiano, mantendo identidade própria e forte ligação com o território.
Massa fundida
especialista em queijos artesanais Elmer de Almeida cortando o Requeijão do Toko
Requeijão do Toko – Região da Serra Geral
Entre os requeijões artesanais mineiros, o Requeijão do Toko, produzido em Porteirinha, na Região Norte, foi o escolhido para representar os queijos de massa fundida.
Segundo Elmer de Almeida, a lista não pretende esgotar a diversidade do queijo mineiro, mas chamar atenção para ela. “Eu coloquei esses cinco queijos escolhendo dentro de cada tipo de massa”, explica. Mas, para ele, muitos mineiros ainda desconhecem a variedade e a qualidade da produção artesanal do próprio estado.