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Conhecendo as vinícolas mineiras

Vinícolas na Serra da Mantiqueira, Serra da Canastra e Sul de Minas produzem bebidas de renome nacional

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Não é surpresa nenhuma que Minas seja um estado reconhecido pela tradição no queijo e café. Mas um outro produto cultivado por aqui também chama a atenção pelo nível de qualidade e a inovação na hora de produzir: estamos falando do vinho.

No Brasil, a região do Sul é a mais reconhecida em termos de produção de vinhos. Não é surpresa, já que dados da Embrapa indicam que cerca de 90% da produção de vinhos nacionais vem de lá.

Por aqui, o clima ameno da região Sul de Minas também faz com que muitos dos vinhedos e vinícolas estejam localizados por lá. De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), dados de 2020 indicam que existem mais de 100 produtores de vinho registrados em todo o estado.

Diferenciais do vinho produzido em Minas

A combinação que traz tanto destaque para a produção mineira é resultado das frutas, e das técnicas usadas nos vinhedos.

Tudo começa pela matéria-prima, as uvas, que são cultivadas em regiões cuidadosamente selecionadas. A partir de características específicas de solo, cultivo, colheita e clima, é criado o terroir – o toque diferencial que torna cada vinho tão único.

O próximo passo que diferencia a produção de vinhos em Minas é a técnica de dupla poda, que foi adaptada pela Epamig.

O processo consiste em inverter o ciclo tradicional da videira: se fosse seguido dessa forma, seria realizada uma poda por ano, durante o inverno, resultando na colheita perto da primavera.

A nova versão consiste em duas podas anuais (uma mais “suave”, no início do verão, e depois outra mais significativa no inverno), sendo que a maturação e colheita das uvas acontecem no inverno. O período é considerado ideal por conta da baixa incidência de chuvas e da elevada amplitude térmica.

Vinícolas mineiras

Conheça algumas das vinícolas que produzem vinhos com um toque de Minas e parte de suas premiações mais renomadas.

Vinícola Estrada Real (Três Corações)

Usam dupla poda e se apresentam como pioneiros dessa técnica.

Criam vinhos na faixa entre R$150 e R$650.

Variações: syrah, sauvignon blanc, rosé.

Curiosidades: definido pela vinícola como “o ícone dos vinhos de inverno”, o Prógono é criado a partir de uvas syrah, estagia por 12 meses em barricas de carvalho francês e repousado por 2 anos em garrafas. Em 2020, o vinho Primeira Estrada Syrah Gran Reserva 2018 recebeu o título de melhor syrah brasileiro pela Wines of Brazil Awards.

Casa Geraldo (Andradas)

Andradas, onde está localizada a vinícola, é considerada a “terra do vinho” por ser uma das maiores produtoras de vinho do estado.

Variações: vinhos finos (brancos, rosés e tintos), vinhos de sobremesa, espumantes e frisantes.

Preço não precisa ser um impeditivo para degustar os vinhos de uma vinícola com diversas premiações internacionais. Aqui, cabem todos os bolsos: os vinhos finos tintos variam entre R$50 a R$750. O vinho premiado com pontuação 90 e medalha Silver na Decanter World Wine Awards, em 2020, é da safra do mesmo ano e custa R$500.

Curiosidades: a vinícola está em operação desde 1969, e é um negócio familiar administrado pelos descendentes diretos do fundador do negócio, Geraldo Marcon. A primeira colheita usando a técnica de inversão do ciclo aconteceu em 2012, e o sucesso da qualidade do vinho obtido fez com que as variedades de uva fossem todas substituídas (saindo de vitis-labruscas para as variedades vitis-viníferas).

Maria Maria (Três Pontas)

Um nome feminino intitula cada vinho de acordo com a safra.

Variações: sauvignon blanc, syrah, espumante, rosé, cabernet sauvignon.

Curiosidades: o sucesso da vinícola foi amigavelmente “desafiado” por Milton Nascimento, amigo antigo de Eduardo, fundador do negócio. A história sobre a origem da vinícola também é inusitada, já que surgiu a partir de uma recomendação médica (tomar uma taça de vinho por dia) para ajudar na recuperação de um problema de saúde. Eduardo levou o conselho ao extremo e, munido dos seus conhecimentos sobre o solo e clima do Sul de Minas (adquirido por fazer parte de uma família de cafeicultores), decidiu produzir seu próprio vinho.

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Vinícola Bárbara Eliodora

Os vinhos acumulam dezenas de prêmios recebidos ao longo dos anos, tanto em premiações nacionais (Brazil Wine Challenge) quanto estrangeiras (Concours Mondial de Bruxelles e Decanter World Wine Awards).

Variações: sauvignon blanc e syrah (usado para rosé e tinto).

Curiosidades: o nome da vinícola não é coincidência: Bárbara Eliodora, reconhecida como uma das primeiras poetisas do Brasil e uma importante personagem da Inconfidência Mineira, tinha propriedades em São Gonçalo do Sapucaí – local onde está a vinícola.

Vinícola Ferreira

Em 2023, o vinho tinto Piquant Soléil, produzido pela vinícola, foi um dos vencedores do “Oscar” dos vinhos, o Decanter World Wine Awards (DWWA).

Variações: syrah, sauvignon blanc, Cabernet Franc, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot, e blends.

Curiosidades: a localização da vinícola na Serra Mantiqueira é apontada como um dos diferenciais que proporciona a qualidade diferenciada das uvas e, consequentemente, da bebida. A marca existe há pouco mais de dez anos, e a participação em competições de vinhos começou somente em 2021, mas o reconhecimento dos vinhos já tem alcance brasileiro e internacional.

No início de 2024, um dos maiores especialistas em vinhos nomeou um vinho produzido na Serra da Canastra como o melhor do Brasil. O título, que apareceu no Guia Descorchados, foi dado ao Sabina Syrah, da Sacramentos Vinifer.


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