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Ritmos mineiros: a música do estado

A diversidade musical é uma marca registrada de Minas. Seja pelo samba, pop rock, rap e até a mistura de vários estilos diferentes, a música feita no estado recebe reconhecimento nacional

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Será que o estado conhecido pelo povo que “come quieto” e dos festivais sertanejos combina com rap, pop tropical e música clássica? Não há dúvidas de que alguns grandes nomes da música saíram de Minas; mas em quais estilos musicais o estado de Minas Gerais está representado?

O sertanejo na música mineira

Embora o ritmo sertanejo tenha origem no interior do sertão do Brasil, e não seja 100% mineiro, grandes nomes que representam a música sertaneja no Brasil vieram de Minas.

Nesse grupo, estão artistas mineiros como Paula Fernandes, Gusttavo Lima, Victor e Leo e Eduardo Costa.

Mas, embora o sertanejo seja um dos ritmos mais escutados em Minas, o nosso repertório na música vai muito além das modas de viola.

Mais música feita em Minas

As décadas de 1990/2000 foram marcadas pelo pop rock: melodias agitadas na medida certa e com letras sentimentais. O Brasil todo conheceu algumas das letras das bandas apresentadas abaixo e pode cantar junto – em especial, quando as canções entravam como trilha de novelas.

Antes disso, foi no samba e na MPB que artistas mineiros brilharam.

Relembre artistas mineiros da velha guarda e da nova geração que representam Minas pelo Brasil.

Ana Carolina (pop rock)

A mineira de Juiz de Fora já emplacou músicas que ganharam o Brasil todo logo no seu primeiro álbum, lançado em 1999: “Garganta” foi usada na novela “Andando nas nuvens”.

Ao longo dos anos, Ana Carolina ganhou repercussão nacional. Destacam-se apresentações em programas populares da televisão brasileira e parcerias feitas com artistas como Seu Jorge e Chico César.

A artista já recebeu diversos prêmios e vendeu mais de 5 milhões de discos.

Algumas de suas músicas mais conhecidas: Quem de Nós Dois, É Isso Aí, Garganta.

Ary Barroso (samba/bossa nova)

É de Minas o compositor de Aquarela Brasileira, uma ode ao Brasil. Esta e outras obras criadas por ele foram classificadas pelo chamado samba-exaltação.

Como compositor e instrumentista, criou outros trabalhos que exaltavam o que ele considerava tesouros nacionais. São exemplos “Isto Aqui, O Que É?” e “No Tabuleiro da Baiana”.

Várias das suas obras foram gravadas por João Gilberto, Caetano Veloso e Gal Costa.

Clara Nunes (samba/MPB)

Minas pode não ser o estado mais associado ao samba em comparação ao Rio de Janeiro; mas uma das maiores artistas do gênero nasceu e cresceu por aqui.

Clara Nunes ganhou destaque na sua carreira não apenas pela voz diferenciada e seus sambas, mas por ser uma grande defensora e incentivadora da cultura afro-brasileira.

Outro marco alcançado por Clara Nunes foi ter sido a primeira mulher no país a vender mais de 100 mil discos. Ao longo de sua carreira, foram cerca de quatro milhões e quatrocentos mil discos vendidos.

Algumas de suas músicas mais conhecidas são: Feira de Mangaio, Canto das Três Raças, O Mar Serenou.

Clube da Esquina (MPB/vários gêneros)

O Clube da Esquina pode ser uma das grandes joias musicais que surgiram em Minas. O encontro de músicos na famosa esquina de Santa Tereza rendeu um dos trabalhos mais elogiados da música brasileira.

O álbum Clube da Esquina revolucionou o cenário musical da época trazendo influências do jazz, bossa nova, e rock. Os arranjos eram inovadores e complexos, incorporando as diversas influências de forma natural ao ritmo das músicas.

Não foi tão bem recebido pela crítica no seu lançamento, mas os ouvidos atentos souberam beber dessa fonte e apreciar o trabalho conforme o tempo foi passando.

Djonga (rap)

Saído diretamente da zona leste de Belo Horizonte, Djonga virou um dos nomes mais importantes do rap nacional.

Seu primeiro álbum foi lançado em 2017. Seu trabalho é marcado pela crueza com a qual conta as histórias da sua vida, e também as que enxerga enquanto homem negro.

Até o momento, Djonga lançou 7 álbuns de estúdio, tem mais de 6 milhões ouvintes mensais no Spotify, e já colaborou com outros artistas de peso – como Karol Conká, Baco Exu do Blues, e Zeca Pagodinho.

Algumas de suas músicas mais conhecidas: Solto, LEAL, Procuro Alguém.

João Bosco (samba)

O compositor nascido em Ponte Nova se uniu a outros artistas célebres e que marcaram a cultura brasileira: Vinícius de Moraes e Aldir Blanc.

Ao longo da carreira, João Bosco também dividiu microfones e colaborações diversas com Martinho da Vila, Caetano Veloso e Chico Buarque.

Seu estilo musical é diverso, com contribuições muito significativas no samba, bossa nova e choro.

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Jota Quest (pop rock)

O Jota Quest ultrapassou as barreiras de BH e ganhou fama no Brasil todo no final dos anos 1990. A banda se destaca pelos shows animados e seu ritmo pop com um toque de funk, soul e MPB.

Nos 25 anos de banda, foram muitos hits em novelas, shows no Brasil, e mais de 5 milhões de discos vendidos.

Algumas de suas músicas mais conhecidas: Amor Maior, Fácil, Só Hoje.

Marina Sena (pop)

Tem sido um caminho agitado entre Taiobeiras, cidade natal de Marina Sena, até os atuais mais de 4 milhões de ouvintes em plataformas de streaming.

A cantora começou sua carreira musical profissionalmente em 2015. Em 2018, ao se juntar ao Rosa Neon, ganhou mais repercussão nacional.

Finalmente, seu primeiro álbum solo, lançado em 2021, consolidou Marina Sena como uma das artistas de maior destaque no Brasil. Atualmente, ela está em turnê pela Europa.

Algumas de suas músicas mais conhecidas: Por Supuesto, Ombrim, Me Toca.

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (música clássica)

A Filarmônica de Minas é a prova de que a música clássica pode transitar entre o erudito e a música popular.

Além das apresentações clássicas, a Filarmônica já participou de projetos com diversos artistas com estilos musicais mais populares.

Uma das colaborações mais recentes foi em 2023, com o concerto 50 Anos de Música – gravado na Sala Minas Gerais para celebrar a carreira de Lô Borges.

Não só a Filarmônica de Minas roda pelo país representando o estado, a Orquestra também traz prêmios para casa. No histórico, entram reconhecimentos de Melhor Orquestra Brasileira (Prêmio Carlos Gomes, de 2012) e, mais recentemente, melhor música orquestral (Prêmio CONCERTO, 2023).

Pato Fu (pop rock)

Saído diretamente de BH, o Pato Fu se consolidou como um dos grupos musicais mais criativos e inovadores do Brasil.

As músicas mais tocadas no rádio durante os anos 1990 e 2000 inspiravam romance e aprendizados de vida; mas, ao escutar os álbuns inteiros, as misturas experimentais do Pato Fu também chamavam a atenção.

Não à toa, um dos seus álbuns mais chamativos é “Música de Brinquedo”, que foi gravado com o uso de brinquedos infantis. Foi também com esse álbum que a banda ganhou o Grammy Latino em 2011.

Algumas de suas músicas mais conhecidas: Sobre o tempo, Perdendo Dentes, Eu.

Skank (pop rock)

O sotaque de BH ganhou muito espaço nas rádios e televisão do Brasil graças ao Skank. Em meados dos anos 1990, era difícil não ouvir músicas como “Resposta”, “Te Ver”, “Esmola” ou "É Uma Partida de Futebol” tocando por aí.

Baladas românticas fizeram parte do repertório do Skank, mas a banda pensou fora da caixa e incorporou elementos musicais não tão comuns às suas músicas – como o reggae e dancehall. Além de ganhar o Brasil, a banda também fez turnês internacionais.

O Skank fez a última apresentação ao vivo em março do ano passado. O local, como não poderia deixar de ser, foi o Mineirão – onde um dos videoclipes do grupo (“Garota Nacional”) foi gravado.

Djonga e Rogério Flausino (Jota Quest) são artistas mineiros confirmados no Dia do Brasil do Rock in Rio 2024.


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