Dos mais de 2 mil candidatos registrados na Justiça Eleitoral para a disputa de cargo de prefeito em Minas Gerais, apenas 11% são mulheres. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mostram um descompasso na representação feminina, sobretudo em cargos majoritários. Para se ter uma comparação, o Censo Demográfico de 2022 apontou que a população brasileira é formada por 51,5% de mulheres e 48,5% de homens. São quase 6 milhões de mulheres a mais.
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De acordo com o órgão, 2.336 candidatos e candidatas disputam o Executivo municipal nas 853 cidades mineiras. Desse total, 267 são mulheres e 2.069, homens. O percentual é baixo se compararmos com a média nacional. Levando em conta as disputas nas mais de 5,5 mil prefeituras de todo o país, são 2.317 candidatas a prefeito e 13.114 candidatos. Ou seja, 15% do total de candidaturas são femininas.
A unidade da federação com o maior desequilíbrio entre candidaturas masculinas e femininas é o Espírito Santo. Por lá, menos de 7% dos nomes que disputam as prefeituras capixabas são mulheres. No Rio Grande do Sul, são 10,5%. Minas Gerais entra, nesse ranking, com a terceira pior taxa do Brasil.
Na outra ponta, Roraima é o estado que garante o maior equilíbrio — ainda longe da distribuição de gênero no país — e uma em cada quatro postulantes a prefeituras são mulheres. Com taxas pouco menores, estão o Rio Grande do Norte (24,22%) e Sergipe (23%).
Confira o percentual de candidaturas femininas:
- Roraima: 25%
- Rio Grande do Norte: 24,22%
- Sergipe: 23%
- Paraíba: 21,11%
- Maranhão: 20,92%
- Alagoas: 19,31%
- Ceará: 18,63%
- Pará: 17,34%
- Rio de Janeiro: 17,2%
- Tocantins: 16,92%
- Mato Grosso do Sul: 16,81%
- Goiás: 16,77%
- Amapá: 16,36%
- Pernambuco: 16,18%
- Amazonas: 15,64%
- Rondônia: 15,57%
- Bahia: 15,53%
- Brasil (média nacional): 15,01%
- Piauí: 14,87%
- Santa Catarina: 14,49%
- São Paulo: 14,32%
- Paraná: 13,39%
- Acre: 12,5%
- Mato Grosso: 12,3%
- Minas Gerais: 11,42%
- Rio Grande do Sul: 10,5%
- Espírito Santo: 6,91%