‘Não pode fazer desoneração sem dar contrapartida aos trabalhadores’, diz Lula sobre veto

O presidente vetou integralmente o projeto que concede desoneração da folha de pagamento a 17 setores da economia na última sexta-feira (24)

Lula explica porque desonerou a folha de pagamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repercutiu, na Arábia Saudita, o veto que assinou, na última sexta-feira (24), barrando o projeto que desonera a folha de pagamento para 17 setores da economia. “Eu vetei uma lei. No Congresso ela pode ser derrubada. Mas a gente não pode fazer desoneração sem dar contrapartida aos trabalhadores. Os trabalhadores precisam ganhar alguma coisa nessa história. Você desonera a empresa. A empresa deixa de contribuir sobre a folha. E o empregado vai ganhar o quê? Sabe, não tem nada escrito que ele vai ganhar um real a mais”, diz Lula.

Lula afirmou ainda que está conversando desde o início do ano, com empregados e empresários sobre a construção de uma nova relação entre trabalho e capital. "É uma ignorância aqueles que acham que sindicato tem que ser enfraquecido [...] Quando mais forte o sindicato, mais forte a empresa”, avaliou o presidente.

O projeto de lei (PL 334/2023 ) que prorroga, por mais quatro anos, a chamada desoneração da folha salarial, um incentivo fiscal destinado a 17 grandes setores da economia, foi integralmente vetado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. No Congresso, parlamentares falam em derrubada do veto.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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