A segunda fase da
A investigação aponta que o esquema era feito com empréstimos feitos pelo Master as empresas, que então aplicavam nos fundos suspeitos de fraude. Um dos fundos, inclusive, seria da gestora Reag, alvo de uma operação contra o
Um dos alvos da operação nesta quarta-feira é o empresário João Carlos Mansur, sócio-fundador da Reag e que deixou a gestão do grupo em setembro de 2025. A Itatiaia procurou a gestora para uma manifestação, mas ainda não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
A operação da Polícia Federal cumpriu 42 mandados de busca e apreensão, além de realizar o sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. O empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, também foi alvo novamente da operação. Em nota, a defesa afirma que ele colabora integralmente com as autoridades.
“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, disse.
A operação é um complemento da primeira fase da Compliance Zero, deflagrada em novembro, contra o Master e o Banco Regional de Brasília. Na época, a Polícia Federal mirou um esquema de venda de carteiras de crédito falso do Master ao BRB, que tentou comprar o banco de Vorcaro. Os títulos eram usados para alavancar sua capitalização, oferecendo taxas de juros em percentuais acima da média do mercado.
A investigação resultou na liquidação extrajudicial do Master pelo Banco Central, As apurações contra Vorcaro e seu banco começaram em 2024, após uma requisição do Ministério Público Federal para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Esses títulos teriam sido vendidos ao BRB e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.