IPCA: veja os produtos que ficaram mais caros e mais baratos em 2025

Inflação oficial do país acelerou 4,26% dentro do teto da meta, mas alguns produtos tiveram alta de 35,65%

Energia elétrica teve a maior alta nos produtos não alimentícios

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (9) o resultado acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, revelando os produtos que tiveram maior queda e a maior alta em 2025. No ano, o indicador acelerou 4,26%, abaixo do teto da meta de 3% considerando a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para cima ou para baixo.

Essa é a primeira vez no terceiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que a inflação fecha dentro da meta. O indicador também veio abaixo do esperado pelo mercado financeiro, que previa uma aceleração de 4,31%, de acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (5).

Segundo o IBGE, o IPCA acelerou 0,33% em dezembro, ante um crescimento de 0,18% em novembro, mas abaixo da taxa registrada em dezembro de 2024 (0,52%). Esse foi o menor resultado para o mês de dezembro desde 2018, quando na ocasião o índice registrou uma leve alta de 0,15%.

O resultado foi influenciado principalmente pelo grupo habitação, que acelerou de 3,06% em 2024, para 6,79%, registrando um impacto de 1,02 p.p na inflação acumulada do ano. Nesse caso, a energia elétrica residencial teve a maior pressão sobre o indicador com uma alta de 12,31% (0,48 p.p), influenciado pelo baixo nível de chuva e as bandeiras tarifárias.

Na parte das baixas, o grupo de Alimentação e bebidas, que possui o maior peso na inflação, desacelerou na comparação do resultado de 2024 (7,69%) com 2025 (2,95%), especialmente por conta da alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43%. Por seis meses consecutivos (junho a novembro), a alimentação no domicílio registrou variação negativa, acumulando queda de 2,69%. O preço do arroz, por exemplo, caiu 26,56% em 2025 (-0,20 p.p).

Veja o que ficou mais caro e mais barato

Produtos alimentícios - alta

Item 2024 (%)2025 (%)
Lanche7,5611,35
Refeição5,704.97
Café moído39,6035,65
Chocolate em barra11,9927,12
Pão francês3,275,86
Frango em pedaços10,346,13
Biscoito-0,408,32
Carnes20,841,22

Produtos alimentícios - quedas

Item2024 (%)2025 (%)
Arroz8,24-26,56
Leito longa vida18,83-12,87
Batata-inglesa-12,53-13,65
Azeite de oliva21,53-21,04
Alho24,70-15,88
Feijão-preto-1,52-32,38

Não alimentícios - altas

Item2024 (%)2025 (%)
Energia elétrica residencial-0,3712,31
Cursos regulares6,946,54
Plano de saúde7,876,42
Aluguel residencial3,456,06
Produtos farmacêuticos5,955,42
Higiene pessoal4,224,23
Empregado doméstico3,365,36
Transporte por aplicativo9,9756,08

Não alimentícios - quedas

Item2024 (%)2025 (%)
Eletrodomésticos e equipamentos-1,40-6,01
Aparelho telefônico-2,20-6,27
Seguro voluntário de veículo6,30-5,67
Automóvel usado-1,08-2,26
TV, som e informática1,85-3,73
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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