Acordo UE-Mercosul: saiba quais são os próximos passos após aprovação

Embaixadores da UE aprovaram o acordo de livre comércio nesta sexta-feira (9), após 26 anos de negociações

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Os embaixadores da União Europeia concordaram com a aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul nesta sexta-feira (9), após 26 anos de negociações. Porém, o acordo ainda não começou a valer.

Caso confirmado, o acordo marca o fim de 26 anos de debates em busca de uma união dos blocos e se torna o maior acordo já firmado pela União Europeia.

Quais os próximos passos?

Ainda nesta sexta-feira, os representantes dos países-membros da UE têm até as 13h, no horário de Brasília, fim do dia em Bruxelas, na Bélgica, para formalizar os votos. Depois disso, a aprovação do acordo será considerada oficial.

A expectativa é de que a Comissão Europeia consiga o apoio dos 27 países-membros necessários para a oficialização, apesar da oposição de países como a França.

Na próxima segunda-feira (12), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo no Paraguai.

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Porém, o acordo não começará imediatamente após a assinatura. Isso porque o Parlamento Europeu precisará analisar o acordo, assim como os Congressos nacionais de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Enquanto ocorrem esses trâmites, as partes poderão discutir, por exemplo, redução de tarifas e outras partes do tratado de forma provisória.

O que é o acordo Mercosul-UE?

Negociado desde 1999, o tratado entre União Europeia e Mercosul busca criar a maior área de comércio do mundo, reunindo cerca de 718 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 22 trilhões de dólares.

O acordo prevê tarifas reduzidas ou zeradas para uma série de setores industriais e agrícolas, de acordo com as especificidades de cada mercado. Na parte do Mercosul, a oferta é de uma ampla liberalização tarifária de uma cesta de produtos. Cerca de 77% dos produtos agropecuários que a União Europeia compra de países do bloco da América do Sul podem ter as tarifas zeradas.

Apenas uma parcela reduzida dos bens negociados entre os dois blocos estão sujeitos a alíquotas ou tratamentos não tarifários. Para o setor automotivo, por exemplo, estão em negociação condições especiais para veículos elétricos, movidos a hidrogênio e novas tecnologias em um período de 18, 25 e 30 anos.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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