Banco Central mantém previsão de Selic a 15% por período prolongado
Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) segue com o tom cauteloso em relação aos riscos de alta na inflação

O Banco Central divulgou a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesta terça-feira (11), indicando que está confiante na estratégia de manter a taxa básica de juros em patamares elevados para levar a inflação para o centro da meta de 3%. O documento manteve a previsão de Selic em 15% ao ano por um “período bastante prolongado”.
Segundo o documento, o momento econômico é de incerteza e exige cautela na política monetária. Entre os principais pontos de risco, o comitê cita o cenário externo com as negociações sobre o tarifaço dos Estados Unidos, e um mercado de trabalho que se mantém dinâmico e com recordes na geração de emprego.
“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, disse o Copom.
“Essas medidas poderiam levar a uma discrepância em relação ao cenário delineado, mas não provocaram divergências relevantes em relação ao que se esperava. Portanto, mesmo com as medidas de estímulo anunciadas, o Copom não vê muito prejuízo para seu cenário prospectivo de garantir a convergência da inflação à meta até o 2º trimestre de 2027”, explicou Valério.
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O Inter ressalta a expectativa de que o Copom dê inicio um ciclo de cortes na reunião de janeiro, com um corte de 0,25 pontos. Segundo o economista, a reunião pode indicar a projeção do comitê para um horizonte relevante que indique uma inflação na meta.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



