A inflação do Brasil desacelerou de 0,48% em setembro para 0,09% em outubro. No acumulado em 12 meses, o
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado pela queda no preço da energia elétrica, com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39% no último mês.
Ibovespa bate 158 mil pontos com ata do Copom e ‘shutdown’ dos EUA no radar Conselho do FGTS deve votar R$ 144 bi para o Minha Casa, Minha Vida
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a redução foi impulsionada pela mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, vigente em setembro, para a bandeira vermelha patamar 1, com a cobrança adicional de R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, ao invés dos R$ 7,87.
Já o grupo de alimentação e bebidas, que exerce o maior peso no indicador, permaneceu estável em outubro, com variação de 0,01%, interrompendo uma sequência de quedas. De acordo com o IBGE, o índice não exerceu pressão no resultado geral da inflação e é o menor resultado para um mês de outubro desde 2017, quando foi de -0,05%.
“Isso, aliado à queda no grupo Habitação contribuíram para a desaceleração observada. A título de ilustração, o resultado do índice de outubro sem considerar o grupo dos alimentos e a energia elétrica ficaria em 0,25%", explica Fernando.
Inflação segue abaixo do esperado pelo mercado
O
“O cenário benigno de curto prazo para a inflação permanece e não devemos observar uma reversão significativa nas próximas leituras, com inflação ao produtor acomodada e possível redução da bandeira de energia elétrica em dezembro, o que aumentam as chances de vermos o índice encerrando 2025 abaixo do teto da meta, que é de 4,5%", disse.
Segundo o especialista, o cenário econômico é ideal para uma queda na taxa básica de juros,