O presidente da Associação Mineira de Municípios, Luis Eduardo Falcão (sem partido), prefeito de Patos de Minas, está se preparando para deixar a prefeitura e a presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM).
O prazo para desincompatibilização e renúncia é o início de abril, mas no dia 12 de março o prefeito fará um balanço dos 2 mil dias de gestão à frente do Executivo municipal.
Pedra no sapato
Nesse período, Falcão tem sido uma pedra no sapato do vice-governador e pré-candidato ao Governo de Minas, Mateus Simões (PSD). A briga começou ainda na campanha para a presidência da entidade municipalista. Falcão era do Novo, mas não teve apoio do governador Romeu Zema (Novo) nem de Simões. Ambos, junto com o secretário de Governo, Marcelo Aro (PP), apoiaram a reeleição de Marcos Vinícius Bizarro (PSDB), que acabou derrotado.
Mudança
Falcão deixou o Novo e abraçou a pauta municipalista, fazendo cobranças incisivas ao governo do Estado: participação dos municípios no modelo de privatização da Copasa, mais infraestrutura e mão de obra estadual em equipamentos públicos do interior, além da revisão de pedágios em rodovias estaduais.
Briga de família
A desavença ganhou novos contornos quando a esposa do prefeito, a deputada estadual Lud Falcão (Podemos), vice-líder do governo Zema na Assembleia, entrou na disputa. Segundo ela, Simões a pressionou para que o marido pedisse desculpas pelas críticas, sob pena de o governo não atender às suas demandas parlamentares.
Novo partido
O prefeito deve se filiar a uma sigla até o fim de fevereiro. Ele tem conversado com o Republicanos, do senador Cleitinho, e com o MDB, que tem como pré-candidato o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo.
Falcão é cotado para disputar o governo e conta com apoio de parte dos prefeitos entre os 843 municípios que integram a associação que ele preside.
Cargo
No entanto, aliados não descartam que ele dispute como vice-governador, ao Senado ou até uma vaga na Câmara dos Deputados.
Fato é que, com o cenário aberto para o Governo de Minas e Simões ainda sem decolar nas pesquisas, abre-se espaço para novas candidaturas de centro-direita, especialmente aquelas com capilaridade no interior do estado. Falcão se movimenta mirando o Palácio Tiradentes, mas, para quem ficará sem mandato em 2027, qualquer cargo eletivo conquistado será lucro político.