O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma parceria avaliada internamente como bem-sucedida ao formar chapa com o vice, Geraldo Alckmin (PSB). O pessebista quer manter a posição, mas, ficando ou não, o PSB vai permanecer na base de Lula.
Para tentar agregar um novo partido e, principalmente, para atrapalhar o adversário, Lula está na briga para atrair dois dos maiores partidos de centro do país: o MDB e o PSD. No MDB, por exemplo, o ministro Renan Filho (Alagoas) e o governador Helder Barbalho (Pará) estão no páreo.
Se conquistar uma das duas legendas para a posição de vice, por exemplo, Lula tira um possível aliado de Flávio Bolsonaro (PL).
A federação União Brasil/PP também está em disputa e, embora seja mais alinhada à direita, Lula carrega o trunfo de ser próximo de Davi Alcolumbre, o principal nome do partido. O PT também conta com articulações estaduais para neutralizar o peso da federação na chapa de Flávio.